Descobri uma banda: FUN

fun

Ainda bem que eles têm talento, porque olha …

Conheci essa banda há 2 semanas quando resolvi ler uma matéria em um dos milhares de sites de música que sigo, que informava que o tal grupo havia levado 6 indicações ao Grammy ( música do ano, gravação, novo artista, vocal pop, melhor performance de grupo e ainda, melhor álbum), o que me deixou curiosa pra conhecer o trabalho dos caras. Uma hora depois de ler a matéria eu já concordava com as indicações e posso me considerar parte do time que torce para que o Fun leve os prêmios. Senão todos, a maioria.

A banda americana nasceu em 2008, na cidade de Nova Iorque e conta com Andrew Dost na percussão, Jack Antonoff na guitarra e Nate Ruess com sua inconfundível e intensa “sonoridade”, no vocal. O primeiro álbum de 2009, Aim and Ignite não veio com muito entusiasmo apesar de já mostrar fortes indícios em faixas como Be Calm  e  At Least I’m Not As Sad (As I Used to Be), que a banda teria um futuro promissor.

Some Nights – segundo álbum – lançado em fevereiro desse ano, é a menina dos olhos da crítica, e não somente. Já na segunda faixa do cd eu tive a certeza de que as indicações ao Grammy não foram feitas em vão. É um álbum de musicalidade “feliz”, uma grande celebração à música.

 A intro de Some Nights me remete em alguns momentos à Bohemian Rapsody, incluindo o vocal de Nate Ruess que no auge da canção chega a se assemelhar ao de Freddie Mercury. Já a própria Some Nights apresenta um piano simples com a guitarra de Jack Antonoff que parece brincar na canção. Alguns elementos eletrônicos e um backing vocal simplesmente maravilhoso fazem desta uma música impossível de ouvir e não se arrepiar.

We Are Young, com a participação da cantora americana Janelle Monáe ( e a mais celebrada nas indicações do Grammy ) é um grande destaque no álbum.  A belíssima canção conta com a batida  e o piano típico do estilo indie. O refrão é bonito, bem trabalhado, emocionante e Nate canta com a alma. Why Am I The One  apesar da batida mais moderna, faz um estilo mais Bread e  Elton John. A empolgante Stars tem elementos eletrônicos que me lembram o “hino dos bailinhos” I Wanna be Your Man, do cantor americano Roger, sucesso dos anos 80. O álbum fecha da mesma maneira que começou, com uma grande música , Out On The Town, mantendo a mesma batida, os  backing vocals  animados e a mesma vibração na voz de Reuss.

É sem dúvida o melhor álbum  indie do ano, que na minha opinião merece sim, não apenas as nomeações como as “estatuetas”, e mostra que o Fun parece ter vindo pra ficar. E que fique, e venha ao Brasil!

TRILHA SONORA DESTE POST >> Fun – “Some Nights”  – 2012

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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