Os 10 álbuns de 2012 que eu gostei – Parte 1

De bouas ouvindo meus disquinhos de 2012 ...

De “bouas” ouvindo meus disquinhos de 2012 …

Sim, minhas amadas e tão queridas listinhas voltaram ( haters gonna hate). E como escrever pouco é para os fracos, decidi dividir minha lista dos melhores álbuns lançados nesse ano ( na minha modesta opinião) em 2 partes. Não tem primeiro nem último lugar. Todos ocupam espaço igual em meu coração. =)

Muse  – The 2nd Law  

The 2nd law foi uma grata surpresa pra mim, que após assistir a 3 shows de abertura que a banda fez para o U2 em 2011, passei a gostar  e posso garantir que ao vivo os caras são muito bons! Supremacy já começa com peso e vem com uma intro que tem um quê de Led Zeppelin. O destaque fica por conta do vocal e guitarra dramáticos de Matthew Bellamy  e a potente batera de Dominic Howard. Madness vem cheia de elementos eletrônicos e mais uma vez o vocal dramático e sofrido  de Matt , “I need to looooooove…” . Já Panic Station, uma das minhas preferidas lembra muito o Inxs.  É impossível ouvir e não associa-la à banda de Michale Hutchence na fase de Listen Like Thieves. O cd ainda traz as “progressivas”  Unsustainable  com gritos desesperados de Bellamy, e Isolated System. Doideira total pra se ouvir no último volume.

Neil Young  – Psychedelic Pill 

O canadense traz em seu trigésimo-quinto trabalho o inconfundível estilo folk/country, além de belos solos de guitarra e voz suave, sua marca registrada. Acompanhado desde sempre por sua banda Crazy Horse, o álbum duplo vem recheado de musicalidade. Seja na psicodélica faixa homônima e seu efeito contínuo do flanger, ou na imensa Ramada Inn , que vem com uma belíssima guitarra, e a doce voz de Young dando a sensação de quase paz e um desejo de que seu solo seja infinito. E quase é.  She´s Always Dancing é a minha preferida. Consegue juntar os melhores elementos de cada canção em uma só, o que a torna perfeita, além de ter um certo tom saudosista, sessentista, como eu gosto. O cd ainda traz a sublime For the Love of Man e a harmoniosa  Walk Like a Giant, além da versão alternativa mais simples de Psychedelic Pill. Grandes músicas para celebrar o incrível álbum de um dos mais notáveis ícones do rock.

The Killers – Battle Born 

Battle Born é o típico álbum que você não consegue pular uma faixa. Abre com Flesh and Bones, em que teclado e guitarra estão em perfeita harmonia com a voz de Brandon Flowers e a bateria de Ronnie Vannucci. Logo em seguida Runaways, primeiro single do álbum, começa de maneira sutil e vai aos poucos ganhando forma pesada, e mais uma vez Vannucci se destaca na batera. A “pop” The Way it Was vem com uma introdução que lembra  Rod Stewart, enquanto a  meiguinha Here With Me garante o posto de “baladinha” do cd. A faixa Battle Born de início dá a sensação de estarmos  ouvindo a um novo trabalho do Coldplay, mas quando o vocal começa, a música vai adquirindo características bem próprias do Killers. Os vocais sofridos de Flowers dão um toque muito mais melancólico e adorável ao álbum.

The Wallflowers –  Glad All Over 

Glad All Over é o sexto trabalho da banda de Jakob Dylan após uma pausa de 7 anos, e foi muito bom ouvi-los depois de tanto tempo. O “estilo Wallflowers  de ser” permanece em músicas como a primeira do álbum, Hospital for Sinners , que traz guitarra vibrante e o rouco vocal inconfundível de Dylan. A novidade fica por conta das dançantes Misfits and Lovers, e do single de lançamento Reboot the Mission, ambas com a participação de Mick Jones, guitarra e vocal da clássica banda de punk rock, The Clash. Talvez daí se explique o fato dessas duas canções soarem tanto com Rock The Casbbah. Firts One in the Car se assemelha muito ao álbum da banda de 1996, Bringing Down the horse, enquanto Have Mercy on Him Now traz um instrumental de batera e piano que certamente tiveram como influência a música negra dos anos 60. O álbum termina com a calma One Set of Wings, ideal para se pegar uma estrada.

Heart – Fanatic ( versão deluxe ) 

Liderada pelas irmãs Ann e Nancy Wilson a banda sempre apresentou um hard rock de altíssima qualidade, e o novo trabalho das americanas veio pra mostrar que elas continuam no caminho certo. A potente Fanatic começa mostrando  a forte pegada da batera com a guitarra de Nancy. Os violinos e guitarras em Dear Old America dão à música uma toque especial, principalmente durante o solo. Na balada Walking Good, com participação da cantora canadense Sarah McLachlan  é a vez de Nancy assumir os vocais, enquanto Ann mostra sua habilidade com a flauta, o grande destaque da canção. Enquanto Skins and Bones e Mashallah trazem a tona toda a pegada do hard rock , A Million Miles surge como uma canção ousada, cheia de  experimentos.  Nesse trabalho o violino acabou sendo um elemento diferencial, deixando as músicas, até mesmo as mais pesadas, com um toque mais sutil, uma belíssima combinação com a guitarra e os vocais de Ann.

Trilha Sonora deste Post >>> Black Sabbath –  “Seventh Star” – 1986

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Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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Uma resposta para Os 10 álbuns de 2012 que eu gostei – Parte 1

  1. Jorge Filipe disse:

    Gostei da lembrança do álbum do Wallflowers. Muito boa banda!

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