Os 10 álbuns de 2012 que eu gostei – Parte 2

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Escolhendo os melhores de uma maneira divônica, dá licença…

Dando continuidade à minha lista de melhores álbuns  de 2012 ( na minha singela opinião ). Vamos aos 5 disquinhos restantes =)

U.F.O.  – Seven Deadly [Edição limitada] 

A edição limitada do vigésimo trabalho dos britânicos do U.F.O traz  forte influência do blues sem deixar de lado o heavy e hard rock que a banda faz com perfeição. Chega com forte pegada logo na primeira faixa, Fight Night. Porrada total. Year of the Gun tem um toque mais voltado para o blues enquanto que The Last Stone Rider  e Steal Yourself  trazem um toque mais setentista ao álbum, tendo a última me remetido ao Lynyrd Skynyrd. A calma Burn your House Down é bem executada tanto no forte vocal de Phil Mogg, como no belíssimo solo da guitarra de Vinnie Moore. O disco ainda traz The Fear, mais uma música com o blues falando alto, especialmente pela presença da gaita em harmonia com a guitarra, que aliás tem um dos solos mais bonitos do cd. A faixa  bônus Bag o´Blues  fecha o álbum com qualidade. Usando apenas de piano e voz, prova que a banda também sabe fazer um trabalho de qualidade de uma maneira mais simples.

Europe – Bag of Bones 

O nono álbum dos suecos do Europe traz um estilo pouco diferente – e mais pesado – daquele que os consagrou na década de 80 com o clássico The Final Countdown. Aliás desde o trabalho anterior, Last Look at Eden de 2009,  já se podia notar essa diferença, e Riches to Rags com o pesado solo de John Norum na guitarra é uma das belas provas disso. Not Supposed to Sing the Blues é a balada mais carregada do álbum e  Firebox vem na sequência com uma pegada mais anos 90. Bag of Bones começa com jeito de balada e aos poucos vai ganhando peso, se tornando o som perfeito para pegar estrada a bordo de uma Harley. A sombria Requiem funciona bem como introdução para My Woman My Friend, que chega carregada na bateria, e mais uma vez Norum mostra competência a frente da guitarra, que sem dúvida é o grande destaque do cd.

The Cult  – Choice of Weapon ( versão deluxe ) 

O novo álbum da banda de Ian Astbury, que estava longe dos estúdios desde 2007, apresenta a mesma qualidade dos trabalhos anteriores. Logo na primeira faixa, Honey from a Knife, Astbury mostra á frente dos vocais todo o seu vigor eufórico, enquanto que em The Wolf a banda mantém seu estilo singular dando a certeza de que estamos ouvindo Cult. For the Animals e Amnesia iniciam com a dobradinha guitarra/batera e aos poucos vão adquirindo forma mais leve, já a baladinha Wilderness Now possui guitarra melódica e piano suave, que unidos a voz de Ian dão o toque perfeito à canção. Os destaques do cd ficam por conta de Lucifer e Every Man and Woman Is a Star, essa última, já do 2º cd, da versão deluxe. Ambas trazem bateria em harmonia com guitarra de Billy Duffy que mostra que sabe o que faz. Mais um trabalho de qualidade que na minha opinião não deixa nada a desejar se comparado aos anteriores.

Fun  – Some Nights 

O álbum apresenta  uma sonoridade feliz, e isso é notório em faixas como a festejada Some Nights, que traz com ela uma verdadeira celebração. Alguns elementos eletrônicos e o backing vocal  fazem desta uma música impossível de ouvir e não se arrepiar. We are Young é um grande destaque no álbum. Tem refrão bonito, bem trabalhado, emocionante e Nate Reuss canta com a alma. Why Am i the One  apesar da batida mais moderna, faz um estilo mais Bread e  Elton John. A empolgante Stars tem elementos eletrônicos que me lembram o “hino dos bailinhos” I Wanna Be Your Man, do cantor americano Roger, sucesso dos anos 80. O álbum fecha da mesma maneira que começou, com uma grande música, Out on the Town, mantendo a mesma batida, os  backing vocals  animados e a mesma vibração na voz de Reuss. Melhor álbum de Indie Rock do ano.

Lynyrd  Skynyrd  – Last of a Dyin Breed 

 Lynyrd Skynyrd é Lynyrd Skynyrd, e nesse novo trabalho eles mostram que não perderam as raízes. O novo cd dos caras vem repleto de canções no melhor estilo southern rock, coisa que apenas o Lynyrd sabe fazer. E faz muito bem. Last Of A Dyin’ Breed abre os trabalhos com a empolgação típica das canções do country rock, gênero que marca a trajetória  da banda desde a sua primeira formação na década  de 70. Homegrown, mostra que os americanos também sabem fazer um hard rock de qualidade e com guitarras pesadas, enquanto Ready to Fly carregada de um piano harmonioso e um belíssimo solo de guitarra, evidencia que a banda de Johnny Van Zant continua no bom caminho das baladas bem executadas. Mississipi  Blood  e  Low Down Dirty sintetizam a  típica mas pesada combinação do southern com o hard rock, e sem dúvida o destaque nesse álbum  fica por conta das peripécias guitarrísticas do trio Mark Matejka , Rickey Medlocke e Gary Rossington.


Eu particularmente acho que 2012 foi um ano bem rico de lançamentos. Aguardemos 2013. E aguardemos bons lançamentos nacionais também…


 Trilha Sonora deste Post >> Black Sabbath – “The Eternal Idol” – 1987

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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