Descobri uma banda: Marion

marion

Marion: os estilosos menininhos faceiros, ou nem tanto.

Imagine misturar Suede, Muse e Radiohead com uma pitada de Smiths. Pois é essa a impressão que tenho quando escuto Marion, banda que conheci no finzinho do ano passado, graças à lista de Brit Pop do Song Pop. E foi uma grata surpresa.

A banda inglesa Marion foi formada em 1993 na pequena cidade britânica de Macclesfield, condado de Cheshire, na Inglaterra, contando desde sua formação original com Jaime Harding nos vocais e Phil Cunningham (New Order) na guitarra, sim porque  do ano de 1995 até 1999 ( quando a banda acabou ), foi um  verdadeiro entra e sai de músicos, entre guitarristas, bateristas e baixistas.  Já em 2006 a dupla resolveu voltar com a banda e fizeram uma pequena turnê de sucesso pela Inglaterra , mas o vício em heroína e crack de Harding acabou estragando o retorno. Desde o fim de 2011, já recuperado do vício, Jaime e sua banda, agora com o guitarrista Anthony Grantham, além de Phil Cunningham ( atualmente também no New Order), o baixista Juliano Phillips e o batera Jack Mitchell têm trabalhado em um novo álbum, que virá após 15 anos de hiato.

Mas vamos ao que realmente interessa que são os dois ( únicos, por enquanto ) álbuns de estúdio lançados pela banda, que também tem o EP “Live in the studio sessions” , e o ao vivo Alive in Manchester, além de alguns singles que infelizmente não consegui até o presente momento encontrar. #chateada

This World and Body – 1996

Álbum debut da banda e também o mais elogiado (com razão) pela crítica, This Worl and Body vem recheado com um pop rock britânico de qualidade, e traz canções excelentes como Sleep, All for Love (com vocais que me lembram muito Matt Belamy do Muse) Vanessa e Fallen Through. Com um incrível instrumental “limpo”, o destaque fica para a guitarra experiente de Cunningham. Disquinho pra se ouvir inteiro, sem pular nenhuma faixa.

*Vale lembrar que a versão em vinil ainda traz o single Violet Men. (apenas queria ter)

The Program – 1998

The Program, o segundo álbum, tem a produção de Johnny Marr, ex-guitarrista do Smiths. O estilo segue o mesmo do primeiro trabalho, guitarras e baixo bem trabalhados em sintonia com o belo vocal de Jaime. Músicas que facilmente seriam sucesso por aqui, como a pulsante Miyako Hideaway e a incrível Is That So. Ainda destaco nesse álbum  a baladinha Comeback,  com instrumental delicado e um belo solo. Disquinho não tão bom como o primeiro, mas de boa qualidade.

A expectativa é a de que eles voltem com um excelente trabalho, e maior divulgação, inclusive em terras brasileiras. =)

Trilha Sonora deste post >> Fica por conta do primeiro e melhor trabalho da banda, This World and Body, 1996.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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