People, Hell and Angels: Eternizando de vez o que já é eterno

JHLP036

Esse tinha o dom!

Mal me recuperei do entusiasmo causado pelo “vazamento” de The Next Day do David Bowie e mais uma bomba internética estoura: O novo do Hendrix, People, Hell And Angels, também vazou, fazendo desse 1º de março um dia praticamente histórico, musicalmente falando.

Desde que ouvi a primeira faixa do álbum, a maravilhosa Somewhere, (um dos grandes destaques do disco), fiquei ansiosa pelo que viria e tinha certeza de que me apaixonaria por esse álbum. Os solos excepcionais, a harmonia da banda, e o talento incontestável de Hendrix fazem desta uma das grandes obras-primas já proporcionadas aos adoradores da boa música. E é fato de que esse trabalho não surpreenderá ninguém, porque já é algo que se espera de um grande artista.

Eu não diria que existem músicas fracas (xiitando aqui), mas existem no disco aquelas que me chamaram mais atenção, seja pelos solos de Somewhere e Izabella, pela capacidade de se criar um blues tão perfeito e charmoso como Bleeding Heart, pela pegada psicodélica- sessentista/setentista de Let Me Move You e Inside Out, ou pelo brilhante instrumental de Easy Blues (baixo hipnotizante!)

People, Hell and Angels mostra que ainda há muita coisa imperdível “guardada” nos baús das grandes gravadoras, e eterniza ainda mais o talento do inesquecível Jimi Hendrix.

Disco simplesmente imperdível!

★★★★★

Trilha sonora, claro! Jimi Hendrix – People, Hell and Angels -2013

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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4 respostas para People, Hell and Angels: Eternizando de vez o que já é eterno

  1. Marcelo disse:

    Somewhere está sendo vendida como inédita, coisa que não é. A música é ótima, mas não passa de uma versão de Somewhere Over the Rainbow.
    É sabido que JH é gravou centenas de horas em estúdio, que cada faixa era testada à exaustão até que ser aprovada para ir à prensa.
    Não passa de esperteza da indústria fonográfica lançar estas gravações de tempos em tempos.
    Como fã, acho ótimo que isto aconteça, embora creia que o legado de JH à música está definido.

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  2. Fábio Santos disse:

    Sentindo-se limitado pelo trio Jimi Hendrix Experience (que incluía o baterista Mitch Mitchell e o baixista Noel Redding), o guitarrista já havia começado a trabalhar com um grupo eclético de músicos.

    Eles incluíam Stephen Stills, do Buffalo Springfield, o baterista Buddy Miles, o saxofonista Lonnie Youngblood e o baixista Billy Cox, com quem Hendrix tinha servido no Exército dos EUA.

    As sessões resultantes, de 1968 e 1969, formam a base de People, Hell and Angels, co-produzido por Janie Hendrix, Eddie Kramer e o historiador de longa data de Hendrix, John McDermott.

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