13 e a ditadura da crítica musical

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Preguiça desses tios…

*Quero deixar bem claro, o mais claro possível que o texto abaixo representa única e exclusivamente a minha opinião. Não concorda, quer argumentar? Fique a vontade, mas não use de ironia senão será desprezado (a).

2013 está  mesmo a todo vapor com grandes nomes de volta em trabalhos inéditos. E foi preciso que uma grande banda lançasse um novo álbum de estúdio depois de trocentos anos (sim, estou falando do Sabbath), para que eu visse como algumas pessoas se comportam da maneira mais retardada possível.

É impressionante a ditadura que existe no meio da crítica musical. O cara escuta o disco (lembrando que segundo a cartilha dos donos da verdade, você tem que ouvir no mínimo umas 800 vezes hein? ) e vai resenhar. Se ele gosta da banda ele vai elogiar, vai achar tudo lindo e vai xingar quem não gostou, quem pensa diferente, numa atitude completamente XIITA.  Aí me pergunto: isso é certo? É assim que se faz uma crítica a um álbum? Desprezando da maneira mais baixa e quase infantil àqueles que não concordam com você?

O que falta à algumas pessoas talvez seja pensar um pouco. Opinião e gosto é igual cu já dizia minha finada vózinha e sair por aí demitindo nego, xingando, dizendo barbaridades dignas de menininhos de 5 anos mimados pela mamãe não é o caminho certo. EU SOU MELHOR DO QUE VOCÊ PORQUE EU SOU FÃ E VOCÊ NÃO É. EU SEMPRE TENHO A RAZÃO E QUEM NÃO TEM É IDIOTA, É BURRO. Como diria uma amiga minha “Que preguiça de você, tio!”

Não sou muito fã do Sabbath com o Ozzy e acredito que este novo álbum seja superestimado demais (A MEU VER, MINHA OPINIÃO), talvez pelo fato dos caras voltarem com a formação quase clássica . Mas é claro que nos dias de hoje, do jeito que a música anda por aí esta reunião foi um belo presente aos adoradores do Heavy Metal, ainda mais por ter o carismático Ozzy (vivo e  cantando), isso sem falar nas performances inquestionáveis de Iommi e Butler.

Logo de início o que me chamou a atenção em “13” foram os excelentes trabalhos instrumentais, especialmente da guitarra e baixo, mas também sem desprezar o belo trabalho de Brad Wilk na batera. O ex- Rage Against representou muito bem uma bateria setentista, sim, porque é esse o clima inteiro do disco. Os caras mantiveram a sonoridade de décadas atrás e músicas como The End of the Beggining e Damaged Soul (belíssimos solos) deixam isso bem claro.

Minhas preferidas são Loner e  Live Forever, ambas com baixo foderoso e a forte e marcante presença da guitarra engenhosa de Tony Iommi.

É sim um belo e respeitável disco,  mas também não é aquela Brastemp toda que alguns estão gritando aos 4 cantos do mundo e julgando os que não aprovaram o trabalho como sendo um erro imperdoável. Acredito que seja importante o respeito da opinião alheia e a crítica musical acaba sendo um conjunto de opiniões expostas. Ninguém pensa exatamente igual a ninguém. Essa é apenas a minha impressão, digamos que eu ainda esteja aprendendo e penso dessa maneira.

Fica a dica aí “pros tios”.

 

 Postado ao som dele, “13” – Black Sabbath. (2013)

 

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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4 respostas para 13 e a ditadura da crítica musical

  1. edu disse:

    Até agora só ouvi a god is dead mas tbm achei o som bem parecido com o início da banda, preciso ouvir as outras. E concordo contigo, comecei ler resenhas de álbums só de uns tempos pra cá (ainda tô me inteirando e tals) e o que eu mais vi foi gente arrogante e dona da verdade tipo aquelas do pitchfork. Parece que as resenhas mais legais são de pessoas que escrevem em blogs pessoais pq aí é só a opinião delas, nada de gente bancando o fodão decretando se vai ser sucesso ou não. Aí tu concorda ou discorda, simples assim 🙂

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  2. Douglas Chagas disse:

    Olha.. na minha humilde opinião, o disco é bom, mtoo bom, pq até então só tinha ouvido falar de sabbath, mas não tinha escutado musica alguma, até que um dia, um amigo baixou a God is Dead, achei a musica incrível, e logo baixei o cd, gostei mto do disco, principalmente pela menção ao movimento zeitgeist, após conhecer esse álbum, uma porta foi aberta diante de mim, passei a conhecer os discos mais antigos e os antigos sucessos da banda.
    Até o presente momento, estou gostando mtoo do blog, parabéns pelo trabalho, gostei bastante do texto sobre o rammstein.

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