As manifestações e o mundinho virtual: o que eu vi

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Aparecidos do Facebook: Vocês não me representam!

Este blog não tem nem nunca teve como objetivo assuntos relacionados à política e é justamente por isso que abordarei este tema dentro da esfera virtual – única e exclusivamente – mostrando meu ponto de vista (MEU PONTO DE VISTA), sobre a onda de manifestações que invadiram o país, especialmente nas redes sociais. Não vou de forma alguma fazer um texto político, mesmo porque esse tema não me atrai nem um pouco.

Sou dessas que gosta (e muito) de observar o comportamento humano diante de acontecimentos de importância expressiva, o que muitas vezes me deixa totalmente decepcionada com a raça humana.

Tivemos no último mês diversos atos em prol da ética e da justiça no país, que começou apenas com um único objetivo (que não vou explicar porque você já deve estar careca de saber) e de repente virou uma bola de neve de reivindicações. Milhares de pessoas saíram às ruas defendo a ideia de termos um país melhor, sem as putarias as quais já estamos acostumados a ver e a sentir na pele todos os dias. Mas observando muitos, sabe o que eu vi?

Eu vi uma série de fatos absurdos: pessoas sem um pingo de ideologia, sem um objetivo claro, apenas o de “zuar”, de ser o descolado do facebook postando fotos em meio à manifestação e pagando de revolucionário, enquanto aplica técnicas não muito éticas (falo com conhecimento de causa) em suas atividades cotidianas.

Antes de sair às ruas protestando e exigindo respeito, procure antes de tudo respeitar a si mesmo e aos outros.

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Vi muitas fotos de espertalhões nas manifestações…

Pessoas sempre tão alienadas com posts fúteis, comentários retardados ou excessivamente babacas pagando de politizado, flodando a timeline com diversas figuras com mensagens prontas que há um mês nem pensavam em compartilhar e pontos de vistas que fogem completamente à coerência de uma criança de 5 anos, me fazendo chegar a triste conclusão de que um assunto tão sério virou o “papo da moda”.

Os verdadeiros manifestantes, aqueles que estiveram lá por um ideal legítimo, não precisaram postar suas fotos no instagram segurando faixas muito bem elaboradas (muitas destas escritas em inglês só Deus sabe o porquê); estavam lá apenas com um único objetivo, e não era o de aparecer.

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Conheço uma galera bastante politizada que sempre foi assim e nessa hora  você consegue diferenciar atitudes de quem realmente tem um propósito, muito diferente das atitudes de quem quer estar por dentro dos acontecimentos porque “fulano também vai, então eu vou”.

Se nos dias de hoje não tivéssemos certas ferramentas da tecnologia como instagram e outras redes sociais (especialmente o facebook) – nas quais a maioria faz uso única e exclusivamente para aparecer – 80% do povo que estava lá, não estaria. E isso me dá muita tristeza. Isso sem citar os baderneiros malocas que vão aos atos só para quebrar, destruir e saquear tudo, pois isso aí é um caso perdido de falta total de educação (um dos motivos pelo qual pessoas sérias estavam lá para reivindicar também).

E não, quantidade (de pessoas nas ruas ) nem sempre é qualidade.

E por favor, não me venham com argumentos vazios de que “pelo menos eu estava lá fazendo alguma coisa pelo meu país enquanto você estava com a bunda no sofá”, porque podemos ajudar nosso país no dia a dia com atitudes honestas, solidárias e éticas, coisas que infelizmente nem todos que foram às ruas e se vangloriaram por isso  cumprem em seu dia a dia.

Agora, passado praticamente um mês do início dos protestos voltamos à timeline e o que vemos? A triste volta dos posts de autoajuda, das futilidades e das piadinhas idiotas de sempre. E nas ruas? Cadê as manifestações? Salvo alguns pouquíssimos grupos, não há mais nada. Cadê aquela mobilização toda? Pois é, depois que resolveram manter o preço da condução parece que tudo aquilo acabou…

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Fica por aqui apenas a opinião de uma observadora que a cada dia brocha mais com a juventude (a grande maioria) que continua sim sendo alienada e preocupada apenas em “causar” nas redes sociais e conseguir o maior número de “curtidas” em suas fotos. O povo tem voz e unido pode sim lutar por um país melhor. Mas lutar de verdade, por um propósito digno e não pra fazer bonitinho na internet.

E parece que sim, era apenas pelos 20 centavos e o direito de aparecer prozamigos…

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Postado ao som do álbum “Ten” – 1991 – Pearl Jam

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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3 respostas para As manifestações e o mundinho virtual: o que eu vi

  1. Jorge Takeda disse:

    Mandou bem!

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  2. Leo Júnior disse:

    Rose gostei muito do seu post. Não sei porque eu a chamaria de tia rose. Acho melhor Rose mesmo =) Parabéns!

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