Rock in Rio e os 10 tipos de shows que eu vi

rock-girl (2)

Uhuulll (só que eu vi os shows em casaaaa!!)

Pois é, faz uma semana que mais uma edição do Rock in Rio se foi e já deixa saudade em nossos pobres corações (pelo menos no meu, pois é muito bom ter uns showzinhos pra acompanhar via internet né?). Como sempre o festival trouxe bandas boas, bandas que geraram certa polêmica e aquelas briguinhas bestas nas redes sociais.

Resolvi fazer uma espécie de lista pra classificar os shows que vi. Fui atrás das atrações que mais me chamaram a atenção e talvez eu tenha perdido algumas coisas boas, bem como posso dizer que perdi meu precioso tempo com outras, mas faz parte da vida né? Bom, no geral posso dizer que o festival trouxe atrações bem legais e já estou na expectativa pra saber o line up da próxima edição (que acontecerá em 2015).

Dá uma olhada na lista que eu fiz e é aquela coisa básica de sempre né (gosto é gosto) e se você quiser monte a sua listinha nos comentários e vamos todos ser felizes! =D

#1. Show que me empolgou para eu acompanhar o restante do Festival: Living Colour & Angélique Kidjó

A apresentação aconteceu na sexta-feira 13, no palco Sunset, no primeiro dia de Rock in Rio e apesar do visu vovozão do vocalista Corey Glover, tanto ele como a banda mostraram bastante vigor tocando hits de primeira como Cult of Personality, Love Rears Its Ugly Head e Glamour Boys que inclusive contou com Glover indo pra galera, como fez grande parte dos músicos desta edição.

A participação da cantora pop africana Angélique Kidjó não me agradou tanto quanto eu gostaria, mas me deixou animada para conferir outras atrações que estariam por vir.

#2. Show infinitamente melhor do que quando presenciei tempo atrás : Muse

Um dos shows que mais gostei foi sem dúvida o do Muse realizado no sábado, 14. Foi a segunda vez que assisti via streaming um show da banda e achei infinitamente melhor em relação aos que assisti ao vivo em 2011, quando eles abriram para o U2 e eu nem os conhecia. Aliás, foram com estes shows que assisti que os conheci, melhor maneira na minha opinião, de se tornar fã de uma banda.

O set list estava quase perfeito (eu tiraria Supermassive Black Hole e colocaria Undisclosed Desires) e recheado com as músicas do trabalho mais recente da banda, The 2nd Law, o que muito me apeteceu. Algumas pobres almas alegaram que eles estavam usando playback, o que é um absurdo, pois só quem já viu ao vivo e conhece a banda sabe muito bem que os caras não curtem usar dessas coisas. Showzaço.

Dia em que preferi ir ao cinema ver o filme do Pelé: Domingo, 15

Neste dia realmente não teve nada que me chamasse a atenção…

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Status: esperando o domingo passar…

#3. Show de uma banda que nunca vi ao vivo e que me deixou com vontade de ver: Metallica

O show aguardado por mim com certa ansiedade, (nunca vi uma apresentação sequer da banda, nem no RiR de 2011, podem me bater) ocorreu na madrugada da sexta, dia 20 e superou minhas expectativas. O set list me pareceu impecável e até mesmo a minha pessoa que não chega a ser fã dos caras aplaudiu quase que em pé, (estava deitada morrendo de sono, não ia rolar) a performance do grupo.

O destaque (em minha singela opinião), ficou com o baixista Rob Trujillo que levou divinamente seu instrumento até o final do show e  com as músicas Master of Puppets (interação vibrante da banda com a plateia), The Memory Remains, Wherever I May Roam, Sad But True, …And Justice for All e  Seek & Destroy. 

#4. Show que pensei que fosse curtir mas achei chato: Nickelback

Sempre que eu pensava em um show do Nickelback no Brasil, uma hipótese me incomodava: “E se eu pagar caro num ingresso pra ouvir os caras tocando somente as baladas?” E eis que esta hipótese se concretizou no show realizado na sexta-feira passada, dia 20. Não vou, de maneira nenhuma deixar de curtir a banda e acredito que eles tenham se esforçado ao máximo para dar uma boa apresentação ao público, afinal era a primeira vez deles aqui. Mas eu esperava mais.

As brincadeiras e momentos de interação com a galera foram um tanto quanto exageradas e em certas horas me peguei bocejando. Sei que a grande maioria dos fãs não vai concordar comigo e  ficaram bem contentes com o show do Rock in Rio, mas eu não. Senti falta de algumas músicas como Never Again e só curti mesmo Too Bad e Figured You Out. Confesso minha decepção por não ouvir Because of You – minha preferida – por completo.

#5. Show Decepção : Bon Jovi

“Eu já sabia”. Esta foi a frase que eu disse pra mim mesma assim que o show do senhor Jon Bon Jovi e sua banda, (ou o que restou dela após a saída do guitarra Richie Sambora e os problemas de saúde que afastaram o batera Tico Torres) chegou ao fim.

Naquela sexta, dia 20, eu havia acabado de chegar do show do Iron Maiden e ainda estava toda trabalhada na animação. Confesso que apesar de já saber o que me esperava eu tinha, lá no fundo do meu âmago, a esperança de me surpreender positivamente com o Bon Jovi. MAS NÃO.

Com um set list totalmente fraco e pobre, meu coração chegou a dar um último suspiro ao ouvir You Give Love a Bad Name e Runaway, mas minha alegria de fã nostálgica logo se foi. Jon estava com uma voz terrivelmente desafinada (não que ela fosse grandes coisas, mas né) e parecia perdido. Pra completar quis fazer cosplay de Bono e chamou uma garota ao palco, a qual beijou como faz o vocalista do U2 em seus shows mundo a fora. Pois é  Sambora, há males que vem pra bem…

#6. Show brazuca que valeu a pena: Skank

Em termos de qualidade e nada mais, eu classificaria Roberto Frejat como um show brazuca que valeu a pena, afinal, sou fã de longa data do músico. Mas tive a impressão de que ele estava um tanto quanto indiferente e isso acabou me desanimando. Não sei se Frejat estava desanimado por ter de tocar no mesmo dia que o Bon Jovi – na sexta, dia 20 – (risos maléficos), ou alguma coisa não havia saído como planejada. Já o Skank que tocou no dia seguinte quebrou tudo com um set list bastante animado e uma interação bem empolgante com a plateia.

Além da performance do carismático Samuel Rosa, destaco as músicas Te Ver, Jackie Tequila, Vou Deixar e Tão Seu. Só acho que faltou Mandrake e os Cubanos.

#7. Show  desta edição que será lembrado eternamente : Bruce Springsteen

Falar em Rock in Rio 2013 e não citar Bruce Springsteen “é improvável, é impossível”, como diria a letra do já mencionado Skank, afinal, o show do Boss realizado no sabadão 21, já entrou para a lista de apresentações antológicas da história do festival.

Com quase três horas de duração Bruce, do alto de suas 64 primaveras bem vividas, demonstrou vitalidade invejável e carisma singular. Ao lado da E Street Band desfilou hits clásscios de sua bem sucedida carreira como Hungry Heart, Born in the U.S.A., Glory Days (com o fofo Little Steve) e Born to Run. Encantou o país com a versão de Sociedade Alternativa de Raul Seixas cantada inteiramente em português e arrastou meia dúzia de fãs, felizes da vida, para o palco durante a performance de Dancing in the Dark. Teve de tudo: criança cantando,  Bruce no meio do povão, Bruce celebrando e muita, mas muita energia. Benza Deus, Chefe!

#8. Show vergonha alheia: Kiara Rocks

Meu Deus o que foi o show desta banda? Eu já os conhecia por alto e acreditava até então que se tratava de mais um desses grupos que tocam na noite fazendo covers. E não é que eu estava certa? Vou ressaltar três pontos que me fizeram sentir vergonha alheia desta banda e deste show:

– A pessoa é brasileira, porém canta e fala com sotaque gringo. Só Deus sabe  porque “piano” virou “pianow” entre outras palavras em português que ganharam características “internationals”;

– Esta era uma excelente oportunidade de mostrar única e exclusivamente o trabalho da banda, mas o MEDO da rejeição foi tanta que preferiram fazer do PALCO MUNDO uma extensão de tantos bares que frequento nas baladas da cidade, cheios de covers do Motörhead, do Ramones, entre outros ;

– Como se já não bastasse resolveram trazer ao palco o ex-vocalista do Iron Maiden (banda que viria a se apresentar horas depois) – Paul Di´Anno – para participar do festival RiR, (neste caso RiR de dar risada mesmo), na provável e desesperada tentativa de agradar ao público.

Uma dica: quer abrir o palco Mundo com banda brazuca? Chama o Dr. Sin ou até mesmo o Zépultura, que garantiu um dos melhores momentos do domingo…

#9. Show que eu tinha certeza que iria amar: Zépultura

Quando fiquei sabendo da “reunião” dos caras do Sepultura com um dos grandes nomes de nossa música, Zé Ramalho, uma certeza infinita rondou  minha mente loira: “Eu vou gostar disso!” E realmente. O show de domingão no palco Sunset (pois é, enquanto tanta porcaria se apresentou no Palco Mundo…) não só me agradou como superou todas as minhas expectativas. O tom inconfundível da voz de Ramalho com o instrumental porradônico do Sepultura fizeram com que o show fosse extremamente bem sucedido e eu não conheço uma só alma que tenha visto a apresentação e não tenha gostado.

O ponto alto sem dúvida ficou por conta das versões foderosas de Ratamahatta (do álbum Roots, de 1996), A Dança das Borboletas e Admirável Gado Novo, estas duas últimas canções, sucessos de Ramalho que ganharam o peso certeiro através da banda de Andreas Kisser.

Com esta marcante e inesquecível apresentação o nome “Zépultura” entra definitivamente no hall de boas bandas nacionais. E eu quero é mais!

#10. Show que me deixou eufórica do início ao fim: Iron Maiden

É difícil imaginar o festival sem a banda do tio Harris, embora eles já tenham ficado de fora de outras edições e posso dizer que no quesito Rock in Rio o Maiden é hors-concours, não só em relação à performance carismática de todos os integrantes, como em relação ao desempenho musical dos caras.

A banda trouxe sua turnê Maiden England, com um set list baseado na turnê de 1988 do  álbum Seventh Son of a Seventh Son e que praticamente botou abaixo a cidade do Rock, (coisa que já havia feito sexta-feira no Anhembi, em SP), fechando com chave mais do que de ouro o Rock in Rio 2013.

Não houve um ponto alto específico – já que o show todo atendeu às minhas expectativas – mas as performances que mais me agradaram (e me deixaram louca no Twitter, risos) foram das músicas 2 Minutes to Midnight , Afraid to Shoot Strangers, Phantom of the Opera, Run to the Hills, Seventh Son of a Seventh Son, The Evil That Men Do e Running Free. O show ainda trouxe a faceta “garoto-propaganda” de Bruce Dickinson fazendo merchan de sua cerveja Trooper (o que pode render uma senhora dor de cabeça para o festival, já que eles são patrocinados pela concorrente, mas quem liga?) e garantindo um interessante momento de descontração.

O Iron Maiden fechou com talento e intensidade a última noite do Rock in Rio, que havia começado desastrosamente.

Aguardemos o próximo festival, e que ele traga muitas atrações boas e também atrações ruins, porque é muito bom dar umas risadas também, né não?

Postado ao som do Black Sabbath, com o álbum “Seventh Star” -1986.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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9 respostas para Rock in Rio e os 10 tipos de shows que eu vi

  1. Carlos SPFC disse:

    Boa noite Rose , também tenho a mesma opinião sua sobre os shows , o Bruce arrebentou e Iron é Iron Maiden , Skank é uma das poucas bandas nacionais que curto , O zépultura mandou bem , o som deles é legal só não curto o vocalista da banda que parece um Rotweiller latindo , não entendo nem a linguagem que ele canta a música hahaha , sorte nossa que agora podemos assistir ao vivo as bandas aqui no Brasil , antigamente só indo para o exterior . Nota Fail AXéInRio Odeio porque sempre invadem outros segmentos musicais ,mas respeito todos que curtem , no mais foi bom o Rock In Rio , bom final de semana .
    Carlos

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  2. Carlos SPFC disse:

    Esse é outro blog que tenho , só de rock , estou organizando o som que curto , http://cmachaosp.wordpress.com/2013/09/25/motorhead-crying-shame/

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  3. Carol disse:

    Então.. sem sobra de duvida, os shows que mais me agradarm foram os de rock/ metal, começando com o punk de Marky Ramone e Michale Graves .. era como estar vendo os Ramones ao vivo ali, Michale é um puta vocalista e interagiu legal com a galera.. O power metal do Almah com o Hibria foi bem legal tbm, apesar de power não fazer mto o meu estilo. Um que me decepcionou foi o Baz.. o cara é um vocal e tanto, tava com um set bacana, total Skid Row, mas a voz dele não foi das melhores do dia ..O MetallicA mandou muitissimo bem como sempre, destaque para o publico cantando “The Memory Remanis” a capella .. agora outra banda que eu queria destacar que foi completamente injustiçada foi o Ghost, puta banda, parece que fui a unica a gostar de performance deles,. O show deles não é quele pra se acabar de pular e nem pra fazer rodinhas como o povo gosta, mas sim pra curtir a atmosfera, o clima que ps caras criam..O instrumental deles é ótimo, e cá entre nos, Papa Emeritus é uma figuraça.. agora o Bon Jovi mesmo sem metade da banda e não filmando o batera, foi razoavel, até que ele conseguiu dar conta do recado com David Bryan,(ainda achei que o set tava bem fraco, faltou mais classicos).. mas os donos da festa foram mesmo a Donzela de Ferro .. esses nunca deixam nenhum Metalhead na mão .. esses destroem;, mais que um show, fazem um culto religioso pra lavar a alma dos ali presentes; e mais, dou razão ao Bruce, fazendo propaganda da cerva do Maiden hahaha ele é demais, adorei o clima ’88 que eles estavam, me arrepiei em “Seventh Son” .Agora a grande piada dos festival depois da Ivete, foi o Avenged Sevenfold,,.. o som desses caras não desce de jeito nenhum, não soam bem ao vivo.. pra mim esses moleques ainda tem que comer muito arroz com feijão..,

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  4. Carol disse:

    ah, mais uma coisa .. destaque para o som que vc estava ouvindo enquanto postava a matéria … “Seventh Star” é um dos meus albuns preferidos do Sabbath, adoro o puro blues das musicas e a formação ótima que a banda estava (apesar de não ser a original).. admiro todos os vocalistas que passaram pelo Sabbath, e não vejo a hora de ver o Ozzy, daqui 2 semanas \,,/

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  5. Jorge Takeda disse:

    Viva Boss!

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  6. Lanah disse:

    Nossa li seu post quase um mês depois! E concordo com você, dos shows que vc citou acho que não assisti apenas 2, mas dos que eu assisti tive a mesma impressão. Assisti tbm o show do Offispring junto com o Marky Ramone (que vc não citou ai), foi mto bom tbm ( pra quem curte esse tipo de música, lógico)

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