3 discos 5 estrelas de setembro

o-matic

Aaaaah só lançamentos!!!

Este mês de setembro foi bem rico nos lançamentos e posso dizer que os três álbuns dos quais falarei rapidamente são fortes candidatos a frequentar minha lista de melhores do ano. Sim, os três discos são trabalhos recém-saídos do forno e me empolgaram bastante. E digo mais: vai ficar faltando ainda mais um lançamento desta semana que já ouvi e gostei bastante, mas  que vai ficar pras resenhas do mês que vem. Bora lá:

Arctic Monkeys – AM  (2013)

Contrariando alguns comentários que andei lendo a respeito, gostei muito do novo trabalho da banda que é bastante agradável de se ouvir por inteiro, o que, na minha humilde opinião define a qualidade do álbum.  AM traz batida singular e os vocais inconfundíveis de Alex Turner.  Abre com Do I Wanna Know, uma melodia sensual e tipicamente indie, seguida da estilosa R U Mine? que garante boas viradas na batera e riffs  simples e animados. Arabella segue o play com baixo e bateria em sincronização precisa  e um belo, porém curto solo de guitarra. Uma canção apaixonante. Destaco ainda as graciosas Why’d You Only Call Me When You’re High? e No.1 Party Anthem  que faz muito bem seu papel de baladinha do disco.

O único “defeito” deste álbum foi a brilhante música Stop The World I Wanna Get Off With You lançada como single recentemente ter ficado de fora do tracklist, pois ela está no mesmo nível da demais faixas.

No mais, AM é um bom álbum que mantém o nível de qualidade da banda e mostra que os garotos fizeram a lição de casa direitinho. Não é nenhuma obra-prima, mas um disco bem agradável.

★★★★★

Manic Street Preachers – Rewind the Film (2013)

O Manic Street Preachers volta com este novo trabalho carregado de uma sonoridade absolutamente grandiosa, assim como  a bela e imponente voz de James Dean Bradfield, presente em todo o trabalho.

O  álbum traz  além das participações  de Lucy Rose e Cate Le Bon o cantor Richard Hawley  em uma das composições mais sublimes da banda, a faixa-título Rewind the Film que mescla com suavidade e talento os vocais de Bradfield e Hawley numa canção nostálgica, bela e emocionante, do início ao fim. Já Show Me the Wonder, a faixa mais “hit” do álbum  traz  melodia animada e bem elaborada.

O disco conta ainda com as faixas Anthem For A Lost Cause, que tem instrumental calmo e refrão vibrante, desses que causam arrepios ao serem pronunciados, Manorbier, faixa instrumental que aos poucos vai se tornando de uma vibração forte, intensa e cativante e 30 Year War, que de acordo com a banda é uma canção  anti-Margaret Thatcher, composta antes mesmo de sua morte em abril desse ano. A música tem uma sonoridade mais dançante e nem parece se tratar de uma letra rancorosa, marca registrada do trabalho do Manics, uma banda extremamente transformadora e provocadora.

Os caras definiram o álbum como o amadurecimento de ‘This is my truth tell me yours‘” de 1998, que contém as brilhantes “If You Tolerate This Your Children Will Be Next” e The Everlasting”. Eu como fã declarada acredito que eles continuam no caminho da boa música, feita com verdade, simplicidade e vigor.

★★★★★

Anneke van Giersbergen – Drive (2013)

Se você acompanhou a carreira da cantora Anneke van Giersbergen na banda The Gathering, talvez vá estranhar essa nova fase da vocalista. Drive, álbum lançado semana passada, traz um rock beirando o pop mas sem deixar os belos riffs de lado.

O disco abre muito bem com We Live On, uma canção animada e bem executada, com destaque  ao  refrão que ganha uma intensidade pontente na bela voz de van Giersbergen.  Treat Me Like A Lady vem em seguida e traz além da letra revoltz de Anneke um gracioso baixo em companhia de engenhosos riffs e viradas simpáticas na batera.

Outras músicas de destaque deste disco são Drive, a faixa-título e a mais pop, que à primeira ouvida pode “chocar” os fãs da fase Gathering da cantora, (mas não é uma música ruim), Mental Jungle que é sem dúvida a faixa mais pesada do álbum, (uma das melhores) e que mais se assemelha ao que a cantora já fez, Shooting For The Stars e The Best Is Yet To Come, canções que começam de maneira tímida e aos poucos vão ganhando a vibração exata e que  encerram este novo e brilhante trabalho que está brigando fortemente para entrar na (minha) lista de melhores discos do ano.

★★★★★

****

Postado ao som de Anneke van Giersbergen com o álbum Drive – 2013.

Anúncios

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
Esse post foi publicado em Álbuns, Listas, Música e marcado , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

4 respostas para 3 discos 5 estrelas de setembro

  1. Carlos SPFC disse:

    Arctic Monkeys curto d+ , esses dois outros ainda não conheço ,mas gostei ao ver aqui , depois vou pesquisar , bom domingo…

    Curtir

  2. Olá. Vou deixar uma sugestão de álbum de setembro 5 estrelas. O novo do Gov’t Mule. Que pedrada! 2 discos, 1 com os sons novos feitos pela banda e o outro com as mesmas músicas interpretadas por convidados. Quase impossível não chorar com o som que eles fizeram com o Steve Winwood. Bjos, o blog está muito bom!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s