O eterno síndico, Tim Maia

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Chama o síndico!

Sebastião Rodrigues Maia – mais conhecido por todos como Tim Maia – é sem dúvida um dos grandes ícones da música brasileira e um dos melhores intérpretes que já tivemos. Nascido no Rio de Janeiro em 1942 o cantor, compositor, produtor, maestro, multi-instrumentista além de empresário, foi o grande responsável por introduzir a black music, mais precisamente os estilos soul e funk em nossa música.

A bem sucedida carreira de Tim Maia começou na década de 50 quando o músico passou a integrar o grupo The Sputniks junto a Roberto Carlos. Anos depois, já morando nos Estados Unidos o cantor recebeu grande influência da onda Motown Records que crescia àquela época, trazendo o estilo funk /soul para suas canções e gravando em 1970 seu primeiro LP, “Tim Maia”, disco que traz uma rica mistura melódica sendo prontamente bem aceito pela crítica. Além dos sucessos Primavera e Azul da Cor do Mar, destaco também a faixa Tributo a Booker Pittman, que traz excelente interpretação do cantor em inglês e instrumental muito bem executado. Este sem dúvida é um dos discos mais importantes de Tim.

A carreira do síndico, (apelido dado pelo cantor e amigo Jorge Ben Jor) foi recheada de belos trabalhos, (são quase trinta discos) e premiações, ganhando por seis anos o título de melhor cantor no Prêmio da Música Brasileira, além de trazer como característica marcante uma voz potente e um grande carisma. Tim também ficou conhecido por seu atraso nas apresentações ou até mesmo o não comparecimento nelas, isso além de reclamar constantemente da qualidade do som de seus shows, tudo fruto do alto uso de drogas antes dos eventos. Uma pena.

Eu gostaria de fazer uma espécie de discografia comentada, mas o espaço é curto e a discografia intensa, então vou destacar alguns álbuns que gosto bastante que são além do já citado álbum debut, os discos de 1971 à 1973, (todos chamados Tim Maia), Reecontro, de 1979, Tim Maia Disco Club, de 1978 e Tim Maia de 1986.

Vale destacar com louvor o trabalho deste grande intérprete que tivemos, que segundo a versão brazuca da Revista Rolling Stone foi  classificado como o maior cantor brasileiro de todos os tempos, (título bem merecido) e que infelizmente partiu deste mundo no ano de 1998, devido a uma infecção generalizada. Deixo registrado aqui algumas de tantas boas músicas do artista.

Mais sobre o cantor você encontra aqui.

Postado ao som de “Tim Maia Disco Club” de 1978.

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Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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2 respostas para O eterno síndico, Tim Maia

  1. Guilherme disse:

    As vezes tenho muita certeza de que o Brasil é um poço do pré-sal cultural, sobretudo musical, a ser explorado num-sei-quando. Digo às vezes porque sempre tenho apenas certeza.
    Passaríamos uma vida para conhecer a obra de artistas como o Tim, este relativamente popular.
    Lábios de mel habita ali, lado a lado, o melhores interpretações de Barry White e Billy Paul.
    Parabéns pelo post, Rose.

    Curtir

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