Proibidonas do rock: 10 capas de discos censuradas

Veja se for capaz!

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Censura e música sempre andaram de mãozinhas dadas desde que o mundo é mundo e se tem um gênero que pode ser considerado como maior vítima de proibições é o rock and roll, constantemente marginalizado desde seu surgimento na década de 50. O que para um grupo de pessoas é apenas uma maneira de expressar suas ideias e contestações, para outros – os mais conservadores – pode ser visto como uma verdadeira afronta à sociedade.

Se você costuma acompanhar este blog já deve ter visto os inúmeros posts sobre capas de discos, uma das grandes paixões desta que vos escreve e de dez entre dez apreciadores da boa música. Claro, com eles não poderia ser diferente: se músicas sofreram (e ainda sofrem) com a censura, imagine então o grau de repressão com muitas capas de álbuns, que expressam através de imagens o conteúdo tratado nos discos?! Pois é, pesando nisso listei dez capas “proibidonas”, censuradas, coibidas, reprimidas, reprovadas (por diversos motivos), e que em certos casos tornaram-se uma verdadeira raridade!

Beatles – Yesterday and Today (1966) – Quando o fotógrafo Robert Whitaker  pensou na capa do álbum do quarteto de Liverpool, mal sabia ele que estava prestes a produzir um dos trabalhos mais controversas da história da música. Quatro rapazes vestidos de branco, com pedaços de bonecas ensanguentadas, mais parecidos com açogueiros do que com qualquer outra coisa. Assim os Beatles estamparam a capa de Yesterday and Today, nono trabalho da banda lançado apenas nos EUA e Canadá, que hoje é uma verdadeira raridade.

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David Bowie – Diamond Dogs (1974) – David Bowie sempre esteve ligado a tudo que produzisse o mínimo de discussão possível. Também pudera. O camaleão é o sinônimo da polêmica. Vide sua carreira musical, sempre às voltas com letras de músicas contestadoras, visuais andógenos e ideologia moderna. Que o diga a capa do álbum Diamond Dogs de 1974, obra do artista Guy Peellaert, no qual o músico aparece na figura de um homem que é metade cão, deixando exposta  a genitália do “ser” e que acabou por encabular os mais conservadores.

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Scorpions – Virgin Killer (1976) – Taí uma capa que achei um tanto quanto desnecessária. Mas aí prevalece minha modesta opinião e claro, cada um tem a sua. Talvez a ideia inicial fosse relatar  ao pé da letra o título do álbum, “Virgin Killer”, ou “ Assassina Virgem”,  em português. Fato é que, aos olhos da grande maioria a figura da pré-adolescente completamente nua, com uma rachadura proposital a altura de sua genitália e um olhar um tanto quanto provocador pareceu bastante agressiva.

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UFO – Force It (1975) – A própria gravadora dos caras se viu constrangida com uma imagem que na minha modesta opinião não passou de uma bela besteira. O que a maioria enxerga ao ver a capa do álbum da banda é um casal homossexual se pegando num banheiro. Sim, bom, e daí? Mas no final das contas, tanta censura (que levou a banda a mudar a capa do álbum) não passou de um mal entendido. Não se tratavam de duas mulheres e sim de um casal hétero: os então namorados Genesis Orridge e Cosey Funni Tutti.

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Scorpions- Lovedrive (1979) – Capinha marota, bobinha até, de censura desnecessária. Tanto que no Brasil se manteve a imagem original. Besteirada pura, se levada na brincadeira. Mas aí é aquela história né? Cada um com seu cada qual….

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Iron Maiden – Sanctuary (1980) – O Iron Maiden sempre apresentou como um de seus diferenciais seu mascote Eddie, que já estampou praticamente todos os trabalhos da banda e  no single Sanctuary, de 1980 não foi diferente. Mas, um detalhe fez com que a capa fosse vetada: nela, o personagem mais amado pelos headbangers aparece assassinando a então primeira ministra da Inglaterra, Margaret Thatcher. Não fica difícil imaginarmos a polêmica que a ilustração causou, né não?

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Bon Jovi – Slippery When Wet (1986) – A imagem da típica mulher americana dos anos 80 sensualizando, (leia-se: peitudona e com uma camiseta molhada), estamparia a capa do terceiro trabalho dos americanos do Bon Jovi, isso, se não tivesse sido proibida. Confesso que não achei absolutamente nada de mais na imagem abaixo, muito pelo contrário, já vi coisa pior…

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Carcass – Reek Of Putrefaction (1988) – Pedaços de corpos mutilados – muitos em decomposição-, cadáveres e órgãos humanos em estado da mais pura podridão, reunidos numa colagem assombrosa, ilustram a capa do disco debut da banda inglesa de death metal, Carcass. Digby Pearsonm, fundador da gravadora Earache Records, contou certa vez que quando o álbum foi lançado despertou a ira da polícia, que baixou no escritório destruindo tudo o que viram pela frente.

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Brujeria – Matando Güeros (1993) – Talvez você nunca tenha ouvido falar na banda mexicana de grindcore Brujeria, mas tenho certeza de que ao ver a capa do primeiro álbum dos caras, Matando Güeros, de 1993, dificilmente se esquecerá dela. A ilustração do álbum conta com uma imagem das fortes, talvez a mais forte já presente em uma capa de disco: a cabeça degolada de um homem que muitos acreditam ser Mário Dias, uma das vítimas (junto à sua esposa) de um assassinato cometido por uma seita satânica. A imagem foi tirada do jornal sensacionalista “¡Alarma!”, uma espécie de Notícias Populares de sombrero.

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Megadeth – Youthanasia (1994) – Hugh Syme, que já trabalhou com nomes de peso da boa música, como Dream Theater e Rush, ilustrou esta polêmica capa do Megadeth, que traz bebês sendo pendurados num infinito varal. O nome do álbum – Youthanasia – traz um trocadilho bastante criativo que une as palavras Youth (juventude) e Eutanásia (processo médico que facilita a morte de um doente para evitar sua dor), como forma de crítica à uma sociedade que promove uma espécie de eutanásia em seus jovens. Daí a imagem dos bebês. A capa foi fortemente censurada na Malásia e Singapura.

megadeth

Postado ao som do álbum Definitive Soul: The Spinners (2007)

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Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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