Lambretas, rock and roll e muita anfetamina: Quadrophenia, o filme

Can you see the real me, doctor?

Can you see the real me, doctor?

Em 1973 o The Who lançava seu sexto álbum de estúdio intitulado Quadrophenia, uma obra conceitual que aborda os distúrbios esquizofrênicos de Jimmy, protagonista da ópera-rock, vítima de personalidade quádrupla. Cada “personagem” da mente do jovem representa um integrante da banda, dessa forma os caras acabaram por estampar suas personalidades num dos registros mais importantes dos ingleses.

Assim como Tommy, de 1969, Quadrophenia também pulou dos toca-discos para as telas do cinema. Em 1978, o álbum ganhou uma versão cinematográfica (com co-produção da própria banda), que abordou a juventude inglesa dos anos 60, em especial os mods, grupos de adolescentes bem vestidos que tocavam o terror sob suas lambretas envenenadas. 

O enredo que traz o já citado protagonista Jimmy, (que quase foi vivido por Johnny Rotten do Sex Pistols, mas acabou ganhando vida através do ator Phil Daniels), passeia pelos conflitos familiares do problemático personagem; desde seu envolvimento com anfetaminas, passando pelas encrencas com gangues de rockers (adeptos do estilo Elvis Presley, com direito a muito couro e motocicletas robustas), a desilusão com o emprego, até o amor bandido nutrido por Steph, uma garota volúvel e irresponsável, interpretada pela bela Leslie Ash (velha conhecida dos bangers de plantão por participar do videoclipe Women in Uniform do Iron Maiden).

Jimmy e sua amada Steph.

Jimmy e sua amada Steph.

O filme – que não tem o intuito de ser musical apesar de apresentar uma rica trilha sonora – (em sua maioria composta por faixas do The Who, claro!) traz ainda no elenco o músico Sting no papel de Ace Face, uma espécie de ídolo da rapaziada mod e que teve (com a aprovação do ex-Police) uma grande quantidade de cenas cortadas para “dar um certo ar misterioso” ao personagem.

Sting ou Ace Face, como preferir.

Sting ou Ace Face, como preferir.

Quadrophenia cumpre bem o papel de obra “cult”, retratando detalhadamente uma Londres de meados da década de 60, período em que a juventude vivia uma explosão hormonal, musical e tóxica.

“Look, I don’t wanna be the same as everybody else. That’s why I’m a mod, see? I mean, you gotta be somebody, ain’t ya? Or you might as well jump in the sea and drown.”

“Look, I don’t wanna be the same as everybody else. That’s why I’m a mod, see? I mean, you gotta be somebody, ain’t ya? Or you might as well jump in the sea and drown.”

 

Postado ao som do álbum Quadrophenia – Live in London (2014) – The Who.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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2 respostas para Lambretas, rock and roll e muita anfetamina: Quadrophenia, o filme

  1. Clara Sol disse:

    Bom dia ROSE.
    Nota-se que você curte o The Who pra caramba e eu também ja curti agora estou meia devagar.
    Minhas músicas favoritas são:
    -Behind Blue Eyes
    -Baba O’Riley
    -My Generation
    -The Seeker
    -Won’t Get Fooled Again
    Agradeço por ter partilhado.
    Desejando um formidável final de semana.
    Abraços sempre.
    ClaraSol

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