Um disco por ano: 60’s

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Começo esta semana uma série de posts mensais sobre meus discos preferidos, separados por ano. Começarei pela década de sessenta, período em que a boa música despontou de vez com o início do amadurecimento do rock e o surgimento de importantes nomes dentro do gênero, ainda, claro, citando também belos trabalhos da soul music. Todas as listas desta série foram feitas baseadas única e exclusivamente no meu gosto musical, independente do que a grande crítica diz, (inclusive você pode me xingar, mas com carinho, risos). Tire um tempinho e monte sua lista também!

Elvis_Presley_-_G.I._Blues_cademeuwhiskey1960: G.I. Blues (Elvis Presley) – Pra começar a década, um belo disquinho de Elvis Presley, que foi trilha sonora do filme de mesmo nome, G.I Blues, estrelado pelo próprio. O álbum traz todo o estilão de sempre do rei e destaca a suingadinha “What’s She Really Like”,  a animada “Frankfort Special”,”Wooden Heart” cantada boa parte em alemão e “Blue Suede Shoes”, numa roupagem diferente da versão gravada por Presley em seu álbum debut de 1956. Vale a pena a audição!

Lonely and Blue_cademeuwhiskey1961: Lonely and Blue (Roy Orbison) – Lonely and Blue, o disco de estreia do saudoso Roy Orbison, é recheado de belas canções entonadas sob a voz melancólica e suave do The Big O, como era carinhosamete chamado. Abre com a clássica “Only The Lonely” e destaca ainda as graciosas “Blue Avenue”, “Blue Angel” e “I’m Hurtin'”, mantendo o estilo rockabilly, bem comum às canções de Orbison. Recomendadíssimo!

All Aboard the Blue Train-cademeuwhiskey1962: All Aboard the Blue Train (Johnny Cash) – Este disco é puro amor! São doze faixas que passeiam entre o country e a folk music, cantando sobre pessoas, lugares e situações. Os grandes destaques deste álbum (além da poderosa e forte voz de Cash) ficam a cargo das faixas “Blue Train”, “Rock Island Line”, “Give My Love to Rose” e a lendária “Folsom Prison Blues”, também presente no disco de estreia do cantor, Johnny Cash with His Hot and Blue Guitar, de 1957. Registro excepcional!

Heat Wave-cademeuwhiskey1963: Heat Wave (Martha and the Vandellas) – Foi na década de sessenta que a soul music explodiu. Gravadoras como Stax Records e a lendária Motown lançaram seus incríveis intérpretes e belíssimos discos foram produzidos, entre eles Heat Wave do girl group Martha and the Vandellas. Dentre as onze faixas deste belo registro eu destaco as adoráveis “Heat Wave”, “If I Had a Hammer”, “Hello Stranger” e “Mockingbird”. Prato cheio pra quem curte um soul de primeira!

Where Did Our Love Go_cademeuwhiskey1964: Where Did Our Love Go (The Supremes) – Mantendo os embalos do ano anterior, é a vez de seguir pegando carona no álbum Where Did Our Love Go, um belo disco das garotas do Supremes. O charmoso registro traz doze apaixonantes faixas que são a cara do soul. Os destaques ficam por conta das canções “Where Did Our Love Go” (que ressalta a doce e inconfundível voz de Diana Ross), “Baby Love”, “He Means the World to Me” e “Ask Any Girl” Puro encanto!

help_beatles_cademeuwhiskey1965: Help! (The Beatles) – Se o ano de 1965 pode ser representado por um álbum, este álbum é sem dúvida, Help! dos Beatles. Esta preciosidade contém alguns dos maiores clássicos da música, como a faixa-título “Help!” e as singulares “I Need You”, “You’re Going to Lose That Girl” e “Yesterday”. Considero este disco como um dos mais marcantes da banda, porque sinto nele um certo amadurecimento tanto no instrumental como nas letras. E o mais surpreendente é que já se foram 50 anos!

Aftermath_cademeuwhiskey1966:  Aftermath (The Rolling Stones) – Se 1965 foi o ano dos Beatles, 1966 revelou os Rolling Stones pra valer. Aftermath, quarto álbum da banda (6º na versão americana), se destaca por ser o primeiro com composições próprias – já que os trabalhos anteriores são recheados de covers – mostrando músicos pouco mais maduros. Na versão inglesa do disco, se destacam as faixas ” Mother’s Little Helper”, “Lady Jane”, “Under My Thumb” e “I Am Waiting”, verdadeiros clássicos. Audição mais do que necessária!

Cream-Disraeli-Gears-cademeuwhiskey1967: Disraeli Gears (Cream) – Um dos anos mais ricos para a boa música, 1967 rendeu excelentes trabalhos. Pra se ter uma ideia alguns lançamentos do ano incluem os álbuns The Doors (The Doors), Are You Experienced (The Jimi Hendrix Experience), David Bowie (David Bowie), Flowers (The Rolling Stones), Strange Days (The Doors) e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Beatles). Mas dentre todas estas pérolas musicais eu destaco com louvor preciso Disraeli Gears, segundo disco de um dos maiores power-trios de todos os tempos: Cream. Com uma sonoridade única, Disraeli celebra a melodia psicodélica sessentista britânica atrelada ao bom blues de raiz americana, tudo isso somado à guitarra bem executada de Eric Clapton, ao baixo preciso de Jack Bruce e a vigorosa batera de Ginger Baker. As faixas “Strange Brew”, “Sunshine of Your Love”, “World of Pain”, “S.W.L.A.B.R.” e “Outside Woman Blues” mostram bem do que estou falando. Deleite-se!

Electric Ladyland_cademeuwhiskey1968: Electric Ladyland (The Jimi Hendrix Experience) – Electric Ladyland é o que podemos chamar de dádiva dos deuses, sem exageros. Além de mostrar seus dotes como músico (excelente, diga-se de passagem), Hendrix também colocou o seu lado produtor pra trabalhar. O resultado você confere em 16 faixas de pura viagem musical. Duvida? Então feche os olhos e concentre-se nos riffs de “Gypsy Eyes” ou no belo solo de “Still Raining, Still Dreaming”. Sinta a simetria perfeita entre a batera e a guitarra em “Crosstown Traffic”, viaje pelo blues suingado de “Rainy Day, Dream Away” e mergulhe de cabeça na melhor versão de “All Along The Watchtower”. Se empolgou? Esse é só o começo, pois esta preciosidade fecha ao som de nada mais, nada menos do que “Voodoo Child”…

The_Doors_-_The_Soft_Parade_cademeuwhiskey1969: The Soft Parade (The Doors) – Para fechar esta década incrível, escolhi The Soft Parade do Doors. Apesar de 1969 ter tido outros lançamentos fantásticos como a ópera-rock Tommy (The Who), os álbuns Yellow Submarine (Beatles), Led Zeppelin e Led Zeppelin II (Led Zeppelin) e On Time e Grand Funk (Grand Funk Railroad), resolvi escolher o Soft Parade por conter uma grande parte de canções que embalaram meus momentos como fã da banda. Aí rola aquela questão ultrapessoal né? É aquele álbum da discografia que quando sinto vontade de ouvir o Doors, eu vou primeiro. Faixas como “Tell All the People” e “Runnin’ Blue”, reunidos aos riffs sofridos de Robby Krieger na bela “Shaman’s Blues” e a interpretação intensa e poética de Jim Morrison na introdução de Soft Parade, música de batidas fascinantes, cheia de altos e baixos, fazem este álbum (considerado por muitos como o mais fraco da banda) valer muito a pena.

Postado ao som do álbum Are You Experienced (1967) – The Jimi Hendrix Experience.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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2 respostas para Um disco por ano: 60’s

  1. Oi, amei a postagem, e acho muito legal o teu blog, a algum tempo já venho acompanhando e peguei vários discos que você postou e cresci musicalmente😀

    Queria deixar só uma sugestão: alguns albuns que vc cita aqui são praticamente impossíveis de encontrar, e seria legal você deixar um link pra download, ou um link de escuta de algum site, como o Soundcloud.

    Curtir

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