5 motivos que fizeram de 1995 um bom ano para a música

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O que você estava fazendo em 1995? Pois é, me fiz esta pergunta há algum tempinho e acabei escrevendo sobre isso no That Rock Music Blog. Bandas que nasciam, shows internacionais de primeiríssima linha e grandes (e já clássicos) lançamentos fonográficos marcaram este, que foi um dos melhores anos para a música. E de pensar que já se foram 20 anos!!

Ficou saudoso (a)? Dá uma conferida!

Estes dias pensando no ano de 1995 cheguei à conclusão de que musicalmente falando, foi um grande ano. Tivemos lançamentos importantes, grandes shows e retornos especiais. Você pode me perguntar: “Por que não falar de 1985? Este sim foi um ano importante pra música!”, aí eu te respondo que isso, todo mundo já sabe e eu não curto coisa clichê e acredito que você também não, né? Então resolvi  dar 5 bons motivos para te convencer de que 1995 foi um ano importante apra música. Bora lá!

Motivo #1 – Hollywood Rock – Rolling Stones no Brasil

1995 já começa bem em janeiro, com o saudoso festival Hollywood Rock, que naquele ano nos presenteou com shows de ninguém menos do que Rolling Stones. A banda trouxe sua Voodoo Lounge World Tour para 3 datas em São Paulo e 2 no Rio, com a superlotação digna de um público que esperou ansiosamente 30 anos para ver as pedras rolarem. Com direito a clássicos, músicas novas e performances quentes entre Mick Jagger e sua backing vocal Lisa Fischer, os shows por aqui foram sem dúvida, inesquecíveis. 

Motivo #2 – Álbuns Lançados em 1995

Grandes bandas lançaram excelentes discos neste ano. Só pra se ter uma ideia:

   – “Balance” do  Van Halen, lançado em janeiro. Último álbum da banda com  Sammy Hagar nos vocais.

– “Good News from the Next World” do Simple Minds, lançado em fevereiro. Contêm as incríveis “She’s a River” e “Hypnotised”.

   – Pulse” do Pink Floyd, lançado em junho. O álbum duplo contém “apenas” a versão ao vivo e completa do álbum “The Dark Side of the Moon”, de 1973.

   – “Forbidden” do Black Sabbath, lançado em junho. Esse foi o último álbum da banda que retornou depois de 18 anos e  formação “quase” original, com o álbum “13”.

   – “These Days” do Bon Jovi, lançado em junho. Sem dúvida o último disco da banda que realmente vale a pena ouvir inteiro. Nessa época Jon e sua turma ainda sabiam o que significava hard rock.

  – “Jagged Little Pill” da então revelação  Alanis Morissette, lançado em junho. Há muito tempo uma cantora não destroçava nossos tímpanos com canções  vibrantes carregadas de emoção. Esse disco entrou na lista do Rock and Roll Hall of Fame na categoria “200 álbuns definitivos”.

   – “Afraid of Sunlight” do Marillion, lançado em junho. Conta com a lindíssima ‘Beautiful’.

Motivo #3 – Bom momento no Rock Nacional

O rock brasileiro vivia um bom momento com bandas de alta qualidade na ativa, como Barão Vermelho, Paralamas, Cássia Eller e Skank, isso sem contar nos lançamentos nacionais do ano:

“Lavo Tá Novo” do Raimundos, lançado em novembro. Melhor fase da banda com Rodolfo nos vocais.

– “Simples de Coração” do Engenheiros do Hawaii. Único álbum da banda como quinteto. Inclusive foi gravada uma versão em inglês que nunca foi lançada oficialmente, mas que já andou vazando pela internet.

“12 de Janeiro” do Nando Reis. Primeiro álbum solo do ex-Titãs que começava ali uma brilhante carreira como artista solo.

“Domingo” do Titãs. Traz um dos grandes hits da banda, “Domingo”, que chegou a ser vetada pela Globo, pois faz referência em sua letra ao apresentador Sílvio Santos, da emissora concorrente.

– “Mamonas Assassinas” da banda homônima. Fenômeno em todo país em pouquíssimo tempo, teve um desfecho trágico no ano seguinte com a morte dos integrantes em um acidente de avião.

Motivo #4 – Kiss Unplugged

Em agosto a banda Kiss grava o acústico que foi o estopim para eles, anos depois, voltarem à ativa mantendo a formação original, maquiagem e performances que os tornaram conhecidos mundialmente nos anos 70.

Motivo #5 – A volta do Queen e dos  Beatles com músicas inéditas.

Em novembro os remanescentes do Queen, Brian May, John Deacon, e Roger Taylor, lançaram “Made in Heaven”, décimo-quinto álbum da banda, com gravações inéditas de Freddie Mercury (morto em 1991) e regravações de músicas já lançadas. 

No mês seguinte foi a vez dos Beatles lançarem o single inédito “Free as a Bird”, uma canção inacabada que John Lennon havia registrado de maneira caseira em 1977. Os então remanescentes Paul, George e Ringo finalizaram a música que foi lançada como parte do The Beatles Anthology.

E aí, o que achou? Se lembrou de como 1995 foi um ano rico para a música? Tem alguma coisa faltando na lista? Só não vale citar o disco de natal da Simone que também foi lançado nesse ano, hein? Comenta aí!

Postado ao som do álbum “Jagged Little Pill” (1995) – Alanis Morissette.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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