Mini-resenhas: Whitesnake, Mumford & Sons e Muse

cademeuwhiskey_resenhas

Os últimos lançamentos me causaram um misto de sensações. Ansiedade, decepção e surpresa foram só algumas, para não citar todas. Lembrando sempre da máxima de que gosto é gosto (você tem o seu e eu o meu), vou falar rapidamente sobre três recentes álbuns de grandes (ou ainda em fase de crescimento) nomes do rock.

Whitesnake – The Purple Album: Homenagem, tributo? Ou mais um disquinho caça níquel de fim de carreira para os tiozinhos mais saudosos? Os motivos que levaram David Coverdale a regravar Deep Purple  eu confesso que não sei (na verdade não tive tempo nem interesse de ir atrás pra saber), mas posso dar meus pitacos sobre isso e confesso: não curti. Não é nem pelo instrumental de qualidade gritante, e sim pela tentativa –frustrada- do vocalista tentar reviver seus bons tempos de Deep Purple . A voz de Coverdale – que há pouco tempo era uma das melhores do heavy metal e hard rock – anda cambaleante, fraca e  rouca, e em muitos momentos de The Purple Album se torna imperceptível. “É realmente o David Coverdale quem está cantando?”,  me perguntei a certa altura da audição.

Talvez em uma ou duas faixas, que não exigem grande esforço vocal, o músico consiga segurar sua performance. Respeito a opinião de quem tenha curtido este álbum, mas realmente me decepcionou.The Purple Album vem  nos mostrar que em time que está se ganhando (no caso, os antigos trabalhos de Coverdale no Purple) não se deve mexer. Deixe o passado lá atrás. Fica o apelo.

★★★★★ pelo instrumental; ★★★★★ pelo vocal.

 

Mumford & Sons – Wilder Mind: Nunca havia dado muita importância pra esta banda do Reino Unido, até um amigo me indicar a audição da faixa Believe, primeiro single lançado em março deste ano. Daí pra aguardar ansiosamente pelo lançamento de Wilder Mind foi um pulo. O álbum dos ingleses traz um rock alternativo, no melhor estilo indie, gênero que vem despontando a cada dia com mais bandas de excelente qualidade e um som mais inovador e atual. Pegada dramática, batida intensa, interpretação vigorosa; todos os elementos que me prendem em bandas deste estilo.

As faixas Tompkins Square Park, Believe, Just Smoke, Snake Eyes e Hot Gates merecem certa atenção.

★★★★★

 

Muse – Drones: Ao ouvir as primeiras músicas que o Muse soltou de Drones, seu novo  álbum – Psycho e Dead Inside – e comparando aos trabalhos anteriores da banda, eu tinha certeza de que este estaria entre os melhores lançamentos do ano. E não me decepcionei!

As  12 faixas do disco trazem o já prometido rock and roll que os integrantes haviam declarado que estaria mais presente do que nunca neste novo trabalho. Entre as principais faixas destaco as já citadas Dead Inside e Psycho, além das excelentes Mercy, as porradônicas  Reapers e The Handler e Defector com sua batida encapetada.

Riffs empolgantes, belos solos de guitarra e baixo e a sempre intensa e dramática interpretação de Matt Bellamy fazem de Drones um dos melhores álbuns de 2015 – e da banda também.

★★★★ 

 

Postado ao som do álbum Drones (2015), Muse.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
Esse post foi publicado em Álbuns, Música e marcado , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s