Um disco por ano: 80´s

Discos1980_cad~emeuwhiskey

Quando comecei a pensar nos álbuns lançados durante os anos 80 me surpreendi ao perceber a quantidade de coisa boa que as bandas de rock produziram, afinal, durante esta década muitos outros gêneros musicais despontaram, como a new wave. Mas nem mesmo as músicas contagiantes produzidas por um ritmo mais pop conseguiram apagar as boas porradas feitas naquela época. Dá só uma olhada em alguns dos melhores álbuns lançados nos mágicos e inesquecíveis anos 80 e se quiser, também faça a sua listinha:

Back_in_Black_CadeMeuWhiskey1980: Back in Black  (AC/DC) – O sétimo trampo dos australianos do AC/DC é nada mais, nada menos do que o álbum de rock mais vendido de todos os tempos, título fácil de se entender quando apertamos o play e deixamos o álbum rolar. Com 10 faixas carregadaças do mais puro rock and roll – com direito a riffs e solos robustos – o disco traz entre outros clássicos “Hells Bells”, “Shoot to Thrill”, “Let Me Put My Love into You”, “Back in Black “ e “You Shook Me All Night Long”. Quem possui este belo trabalho certamente tem um pedaço significativo da história do rock em casa.

MovingPictures_CadeMeuWhiskey1981: Moving Pictures (Rush) – O Rush é uma das bandas mais fantásticas da música e fica difícil elencar entre todos os seus trabalhos o melhor, todos são arregaçadores e Moving Pictures é um deles. O disco abre com “Tom Sawyer”, uma das músicas mais tocadas na década de 80 (quem tem mais de 30 primaveras certamente se lembra que ela era o tema de abertura do MacGyver) e segue com mais 6 faixas, entre elas as monumentais “YYZ”, “Limelight”  e “Vital Signs”. Uma verdadeira obra-prima produzida no ano de 1981.

The_Number_Of_The_Beast_CadeMeuWhiskey1982: The Number of the Beast (Iron Maiden) – 1982 rendeu um dos discos mais importantes para o metal, o The Number of the Beast do icônico Iron Maiden. Além de contar com 9 verdadeiros clássicos, ainda marca a estreia de Bruce Dickinson – verdadeira e única voz da banda – à frente dos vocais. As faixas “Children of the Damned”, “Run to the Hills”, “Hallowed Be Thy Name”  e o hino “The Number of the Beast”  são “apenas”  alguns exemplos do que você pode encontrar neste belo disco.

KillEmAll_Metallica1983: Kill ‘em All (Metallica) –  Imagine que você tem uma banda. Imagine que o disco de estreia da sua banda é nada mais, nada menos que Kill ´em All, um álbum que vendeu 3 milhões de cópias só nos EUA. Imaginou? Pois então… Considero este um dos melhores trampos do Metallica, que estava em uma de suas melhores fases e contava com o lendário Cliff Burton no baixo. Tretas Mustaine/Hetfield à parte, este disco traz em suas 10 faixas o que há de melhor e mais cru no metal. Riffs matadores, solos cruéis, batera seca e nervosa e baixo enfurecido são presença mais do que garantida neste álbum que traz porradas como “The Four Horsemen”, “Jump in the Fire”, “Whiplash”, “Seek & Destroy” e “Metal Militia” .  

slid it in_cademeuwhiskey1984: Slide It In (Whitesnake) – As 11 faixas que compõem a versão europeia deste disco do Whitesnake trazem o que de melhor a banda de Mr. Coverdale sabe fazer. O vocal forte, intenso e vigoroso do cantor estava em sua melhor fase e pode ser conferido em faixas como as clássicas “Love Ain’t No Stranger”, “Slow an’ Easy”, “All or Nothing” e “Guilty of Love”. Destaque mais do que merecido para os monstruosos John Sykes (guitarra), Jon Lord (teclados) e Cozy Powell (bateria). Tem como um disco com esse line up não ser um dos melhores do ano?

brother_cademeuwhiskey1985: Brothers in Arms (Dire Straits) – Brothers in Arms pode ser considerado como um dos discos mais emblemáticos do rock and roll. Da íncrível primeira faixa, “So Far Away”, à autointitulada “Brothers In Arms”, a obra de Mark Knopfler & cia nos guia por uma viagem deliciosa através de um instrumental inspirador e letras e melodias de uma sensibilidade ímpar. Também vale destacar “Money For Nothing”, – o hino de toda uma geração guiada pela MTV – , a vibrante (e com certo toque southern) “Walk of Life”, a tocante “Why Worry” com sua guitarra dedilhada suavemente e “Ride Across The River”, dona de belos riffs. Vale lembrar que esta obra-prima completou 30 anos recentemente.

invisible_cademeuwhiskey1986: Invisible Touch (Genesis) – Apesar de ser um álbum da era mais comercial da banda, Invisible Touch também traz em seu conteúdo algumas faixas que flertam  de leve com o progressivo que a banda sempre executou muito bem, caso das bem elaboradas “Tonight Tonight”  e “The Brazilian”. O disco consegue manter uma atmosfera agradável desde seu início com a faixa-título “Invisible Touch” – um dos maiores sucessos da banda – até o fim, intercalando com maestria faixas mais leves e bem humoradas como a simpática “Land of Confusion” (uma sátira ao governo da época), com letras de teor mais social como “Domino”, sempre mantendo a dose certeira na cativante voz de Phil Colllins. Um dos discos mais adoráveis da banda.

joshuatree_cademeuwhiskey1987: The Joshua Tree (U2) – No auge da década de 80, em meio a diversos lançamentos de peso dentro da boa música, como os álbuns Whitesnake (Whitesnake), Appetite for Destruction (Guns N’ Roses) e Halfway to Sanity (Ramones), o U2 conseguiu se destacar apresentando um trabalho que o consolidou de vez e o elevou ao mais alto patamar que uma banda pode desejar: a popularidade mundial. As 11 faixas – que merecem audição uma a uma – trazem um rock cru e pegada pouco mais pesada. Além das clássicas “Where the Streets Have No Name”, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”  e “With or Without You”, também merecem atenção as pulsantes “Bullet the Blue Sky”, “In God’s Country” e “Exit”.

OU812_cademeuwhiskey1988: OU812 (Van Halen) – O oitavo álbum do Van Halen – segundo com Sammy Hagar à frente dos vocais – foi sem dúvida um dos melhores acontecimentos musicais do ano de 1988. Com os riffs e solos singulares de Eddie Van Halen, as viradas ímpares de seu irmão Alex e o excelente vocal de Hagar – pra mim, o melhor vocalista que o VH já teve – fica difícil não se render às 10 faixas de puro hard rock que OU812 traz. Os destaques ficam por conta das porradônicas “Mine All Mine”, “Source of Infection” e “Sucker in a 3 Piece”;  e das mais calminhas “When It’s Love” e “Black and Blue”.

CureDisintegration_cademeuwhiskey1989: Disintegration (The Cure) – Um disco poético. É assim que considero Disintegration, oitavo trabalho do Cure e álbum que encerra a lista dos melhores da década de 80. Com letras obscuras sobre a rápida passagem do tempo e melodia sensível, Disintegration é repleto de uma atmosfera gótica facilmente perceptível em cada uma de suas 10 faixas. “Pictures of You”, “Lovesong”, “Lullaby”, “Fascination Street” e a autointitulada “Disintegration” são de audição altamente recomendada por esta que humildemente vos escreve.

Postado ao som do álbum Disintegration (1989) – The Cure.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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