Um disco por ano: 2000´s

Um disco por ano 2000´s

Encerrando a última lista da série de bons discos anuais segundo minha modesta opinião, é a vez dos anos 2000, década que fez aflorar de vez alguns gêneros como o indie rock e o surgimento de bandas importantes do segmento, assim como novos lançamentos de velhos conhecidos de outras vertentes.

Só depois de terminar meus escolhidos pude perceber a diversidade da minha lista: do hard ao indie rock, passando de leve pelo eletrônico e metal industrial, pelo punk, além de uma breve passada pela soul music e heavy metal. Aí está a última lista da série.

E pra você, quais os melhores discos dos anos 2000?

coverdale_cademeuwhiskey2000: Into the Light (David Coverdale) – Em setembro de 2000 David Coverdale lançou seu terceiro (e ótimo) álbum solo intitulado “Into the Light”. De acordo com o músico em entrevista para a revista Classic Rock, o disco é resultado de um período obscuro e descontente pelo qual passou. “Eu realmente não sabia quem eu era, havia a ilusão de um David Coverdale criado por mim e por outras pessoas. Eu cansei de tentar viver assim, o que não é necessariamente quem eu sou.”  O resultado pode ser conferido em 12 incríveis faixas que passeiam pelo hard e blues rock, das quais destaco Don’t You Cry, Cry For Love, Living on Love, Too Many Tears e Don’t Lie to Me.

RammsteinMutter_cademeuwhiskey2001: Mutter (Rammstein) – Gravado na França, o terceiro disco dos alemães do Rammstein – “Mutter” – traz nada menos do que seis grandes clássicos dos caras. É de importância inegável dentro da carreira da banda e tem espaço especial no coração desta fã que humildemente vos escreve. Da chocante capa com a imagem de um feto morto, até as 11 faixas carregadaças do melhor do metal industrial, Mutter é pura porradaria do começo ao fim. Os tracks Links 2-3-4, Sonne (impossível não lembrar da lendária Branca de Neve cheirada do videoclipe!!), Ich Will e Feuer Frei! (ponto alto do disco) merecem ser ouvidos no talo!

JoeyRamone-DontWorryAboutMe_cademeuwhiskey2002: Don’t Worry About Me (Joey Ramone) – Impossível ouvir a este álbum sem sentir ao menos um pequeno arrepio, afinal, “Don’t Worry About Me” foi gravado por um Joey Ramone já doente e debilitado e lançado após sua morte, que ocorreu em abril de 2001, devido a um linfoma. Das 11 faixas que compõem este belo trabalho, destaco os covers de What a Wonderful World (Louis Armstrong) e 1969 (The Stooges), além das incríveis Maria Bartiromo (feita em homenagem à jornalista da CNBC), Spirit in My House (com riffs poderosos) e claro, a emocionante Don’t Worry About Me. Álbum de importância gritante por conter o último registro de um dos principais nomes do punk rock mundial.

Muse_-_Absolution_Cademeuwhiskey2003: Absolution (Muse) –  Muito se engana quem pensa que o Muse é uma nova banda, os caras já estão na estrada há mais de vinte anos e conquistaram status de supergrupo. “Absolution”, terceiro trabalho dos britânicos, foi um dos responsáveis por alçar (ainda mais) os garotos à fama mundial. Eleito o o 21º melhor álbum inglês da história pela revista gringa NME, o disco traz uma mistura muito bem sucedida de rock sinfônico, música clássica e eletrônica em suas 14 faixas, reiventando de maneira nova e única o novo som progressivo. Entre os grandes destaques as canções Apocalypse Please,  Time Is Running Out, Stockholm Syndrome, Hysteria e Butterflies and Hurricanes.

Hot_Fuss_caddemeuwhiskey2004: Hot Fuss (The Killers) –  São poucas as bandas que conseguem estourar mundialmente com o álbum debut e o Killers é uma delas. Das 11 faixas que compõem “Hot Fuss”, 5 viraram grandes hits e já verdadeiros clássicos. Sob forte influência de grandes nomes dos anos 80 como Duran Duran, New Order e U2, o disco de estreia dos americanos é todo conduzido por uma levada dançante bem característica da new wave e pop rock, porém com uma pegada mais moderna, o que acaba definindo na maioria das vezes o estilo indie rock feito atualmente. As faixas Change Your Mind, All These Things That I’ve Done, Somebody Told Me, Smile Like You Mean It e Jenny Was a Friend of Mine são os grandes destaques junto à estouradaça Mr. Brightside.

IommiFused_cademeuwhiskey2005: Fused (Iommi) – Um disco poderoso. Este é o melhor adjetivo que se enquadra à “Fused”, união grandiosa de dois grandes monstros do heavy metal: Glenn Hughes e Tony Iommi. O álbum traz entre suas 10 faixas a vigorosa Dopamine, que garante boas viradas na batera e riffs pessados, Wasted Again, Grace, What You´re Living For e Face Your Fear, que merecem destaque não apenas pelo instrumental arregaçador, como pelos vocais limpos e acentuados de Glenn Hughes. As audições da sabbáthica The Spell e da porradaria sublime de I Go Insane são obrigatórias! Taí mais um daqueles registros que são necessários à turminha que admira o trabalho destas duas lendas vivas da boa música.

Amy_Winehouse_-_Back_to_Black_Cademeuwhiskey2006: Back to Black (Amy Winehouse) – Amy Winehouse foi um dos grandes nomes da música surgido recentemente. Os sérios problemas com drogas fizeram sua carreira meteórica render apenas dois álbuns de estúdio, entre eles o bem sucedido e já clássico “Back to Black”, uma verdadeira celebração à soul music e ao R&B. Feito em grande parte sob a influência de nomes da Motown e com uma musicalidade bem próxima à canções consagradas da década de 60 e um leve toque de ska, o disco trata de temas vivenciados pela cantora, como seus relacionamentos amorosos e envolvimento com drogas. Tears Dry on Their Own, Love Is a Losing Game, Back to Black, You Know I’m No Good e a aclamadíssima Rehab, são os grandes destaques deste belo trabalho.

scorpions_cademeuwhiskey2007: Humanity Hour I (Scorpions) –  Fazia um tempinho que o Scorpions não lançava algo tão contagiante como “Humanity Hour I”. É bem verdade que seu sucessor “Sting in the Tail” (2010) também causou boa impressão, mas nada que se compare ao lançamento de 2007. Humanity Hour I – assim como vários outros álbuns do Scorpions – chegou ao mercado sob fortes rumores do fim da banda, o que venhamos e convenhamos já deu no saco há muito tempo. É importante destacar a força e brilho deste trabalho, pesado e intenso na medida certa. Riffs bem elaborados, viradas certeiras e o pulsante vocal de Klaus Meine fazem deste disco um dos melhores da banda. As faixas Hour I, You’re Lovin’ Me To Death, 321,  Love Will Keep Us Alive e Humanity garantem – e bem –  a qualidade do álbum.

m83-cademeuwhsikey2008: Saturdays = Youth (M83) – Talvez este seja o álbum mais alternativo e menos conhecido de toda a série que elaborei, mas quero dividir com aqueles que não conhecem o trabalho desta incrível banda francesa. “Saturdays = Youth” é o quinto disco dos caras e vem todo trabalhado num clima eletrônico-melódico, sem deixar de lado uma pitadinha de pop-rock, misturado à letras poéticas e belamente amargas. Tudo façanha do multi-instrumentista  e produtor francês Anthony Gonzalez, que soube mesclar suavidade com temas obscuros e tirar desta soma um som dançante e ao mesmo tempo delicado. Com 11 tracks que vão do synth-pop a um rock mais ambiente, as faixas You Appearing, Kim & Jessie, Graveyard Girl, Couleurs, Up! e a lindíssima Too Late merecem grande destaque.

The_Devil_You_Know_cademeuwhiskey2009: The Devil You Know (Heaven & Hell) – Se em 2008 escolhi um album mais voltado para o eletrônico, em 2009 é a vez de celebrar o bom, velho e tão amado  heavy metal, com um projeto que juntou simplesmente alguns dos maiores nomes do gênero. Estou falando do álbum “The Devil You Know” da banda Heaven & Hell, junção mais do que poderosa dos grandes Tony Iommi, Geezer Butler, Vinny Appice e Ronnie James Dio. Nem é preciso dizer que os riffs fortes e únicos de Iommi, as viradas magistrais de Appice, o baixo encapetado de Butler somados à voz inconfundível do mestre Dio, deram o tom mais do que perfeito a este disco que seria o único registro em estúdio do projeto e último do grande Ronnie James Dio, que viria a falecer no ano seguinte. Das 10 faixas posso destacar sem medo de ser feliz  Atom & Evil, Bible Black, Rock & Roll Angel, Eating the Cannibals, Follow the Tears e a porradônica Neverwhere.

Assim termino a série de discos por década, já na expectativa dos grandes álbuns que virão nos próximos anos.

Postado ao som do álbum Absolution (2003), Muse.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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