John George Haigh, o assassino que dissolvia suas vítimas no ácido

John George Haigh, o assassino que dissolvia suas vítimas no ácido

Imagine um assassino frio, que não satisfeito em apenas matar, ainda é capaz de beber o sangue de sua vítima e dissolvê-la numa banheira de ácido sulfúrico para não levantar suspeitas. Roteiro de uma historia de terror, ou apenas a sinopse de um macabro filme de suspense? Nada disso meu amigo, vida real!

A história de John George Haigh, que ficou conhecido como “Acid Bath Murderer”, ou  “Assassino do Banho Ácido”, escandalizou a Inglaterra da década de 1940, e é mais um daqueles casos bizarros em que a mente humana nos surpreende.

John teve uma infância diferente das demais crianças. Seus pais eram membros do Plymouth Brethren, uma seita protestante bastante rígida, da cidade de Yorkshire, na Inglaterra. Sua família seguia as rígidas regras da religião, que entre outras coisas o obrigava a viver excluído do mundo por conta de uma cerca de três metros construída no jardim.

Já na vida adulta, Haigh começou a apresentar desvios de caráter ao praticar furtos e fraudes, sendo preso algumas vezes. Em uma de suas “estadas” na prisão começou a fazer experimentos com ácido sulfúrico. Praticando o teste em ratos, percebeu que o ácido levava apenas 30 minutos para dissolver um cadáver e logo imaginou que esta seria uma boa maneira de se livrar de um corpo.

Com a mente sempre muito atormentada por pesadelos de caráter religioso, relatou que em um de seus sonhos um homem o obrigava a beber sangue derramado de uma “floresta de crucifixos”. Pouco tempo depois de sair da cadeia sofreu um acidente de carro e feriu-se na boca. Sentiu o gosto do próprio sangue e alegou que a partir de então sua vontade de beber sangue humano começou.

A primeira vítima de Haigh foi seu antigo patrão, William McSwan, que atraído a um porão foi golpeado na cabeça. O assassino cortou a garganta da vítima, recolheu o sangue em uma caneca e bebeu. Em seguida, colocou o corpo em um barril e despejou ácido sulfúrico. No dia seguinte os restos mortais de McSwan – que haviam se transformado em uma goma gordurosa – foram despejados num ralo público. Seguindo o mesmo ritual, Haigh matou meses depois Donald e Amy McSwan – pais de William -, o casal Archibald e Rosalie Henderson e a viúva milionária Henrietta Helen Olive Deacon.

Além de toda a barbárie cometida contra suas vítimas, o psicopata as roubava.  Com o dinheiro equipava sua “oficina dos horrores” e apostava em jogos.  

Policial vestido com os trajes que Haigh utilizava para dissolver suas vítimas.

Policial vestido com os trajes que Haigh utilizava para dissolver suas vítimas.

Pouco tempo após o sumiço da viúva, a polícia – que já investigava Haigh – descobriu seu diário e seu porão macabro, onde foram encontrados 12 kg de gordura humana, além de cálculos biliares, fragmentos de ossos e dentaduras. O assassino ainda confessou ter matado mais três pessoas que não foram identificadas.

Julgado e condenado à forca no mesmo ano, o “Vampiro de Londres”, como também ficou conhecido, foi executado em 10 de agosto de 1949.

Algumas séries dramatizaram superficialmente o caso Haigh, mas a história nunca ganhou uma versão cinematográfica. Vale lembrar que a banda americana de thrash metal Macabre, gravou a música “Acid Bath Vampire”, que aborda os crimes do psicopata.

 

Fotos: Pinterest

 

Postado ao som do álbum “Fused” (2005) – Tony Iommy & Glen Hughes.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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