Os 10 álbuns de 2015

 Os 10 álbuns de 2015

Em três anos de blog é a primeira vez que a lista de melhores álbuns (de acordo com a minha opinião, deixando bem claro), fica bastante eclética. Diversos gêneros se misturaram e temos uma verdadeira miscelânea de estilos: do heavy metal ao indie; do metal industrial a uma new wave mais eletrônica, passando ainda pelo frescor do AOR e um hard rock com pitadas da soul music. Devo dizer que este foi um ano difícil para bons lançamentos e em certos momentos pensei que não conseguiria completar minha lista.

Fez sua lista? Poste nos comentários e dá um confere na minha:

(Postado por ordem de audição)

 

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Richie Kotzen – Cannibals: A influência da black music sempre presente nos trabalhos de Kotzen se mostra muito mais forte desta vez, trazendo o soul e o  funk americano como os grandes destaques.  O baixo e  guitarra (tocadas pelo próprio músico) aparecem bem carregados de suingue, com cada faixa se mostrando surpreendentemente diferente uma da outra. É como se um produtor da Motown disesse: “Ok, vamos gravar um álbum de hard rock , mas do nosso jeito!” Disco escandalosamente gostoso do início ao fim!

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Mumford & Sons – Wilder Mind: O álbum dos ingleses traz um rock alternativo, no melhor estilo indie, gênero que vem despontando a cada dia com mais bandas de excelente qualidade e um som mais inovador e atual. Pegada dramática, batida intensa, interpretação vigorosa; todos os elementos que me prendem em bandas deste estilo.

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Muse – Drones: As  12 faixas do disco trazem o já prometido rock and roll que os integrantes haviam declarado que estaria mais presente do que nunca neste novo trabalho. Riffs empolgantes, belos solos de guitarra e baixo, e a sempre intensa e dramática interpretação de Matt Bellamy fazem de Drones um dos melhores álbuns de 2015 – e da banda também.

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Lindemann – Skills in Pills: o álbum do projeto Lindemann, feito em parceria com o multi-instrumentista sueco Peter Tägtgren (PAIN, Hypocrisy), traz 11 faixas inteiramente cantadas em inglês com letras recheadas da habitual malícia rammszística . O instrumental – assim como o vocal – é pesado e agressivo, remetendo na maioria das vezes ao som do Rammstein, e talvez aí more a graça do projeto, já que os fãs da banda alemã se encontram “órfãos”, mesmo que momentaneamente, de um som novo dos caras. Porradaria das boas do começo ao fim! 

Ilustração de Mark Wilkinson.

Iron Maiden – The Book of Souls: As 11 faixas do álbum duplo se dividem entre claras influências do metal progressivo e do heavy setentista , transbordando técnica e peso em todas as suas variações. Nem mesmo o vocal de Bruce Dickinson – comprometido à época das gravações em decorrência de um câncer na língua – deixou a desejar, o vocalista perceptivelmente se entregou faixa a faixa nos trazendo um trabalho de excepcional qualidade. E se o vocal está arrasador, o instrumental, como sempre, manteve o alto padrão Maiden de qualidade, aquele que nos presenteia com riffs inteligentes e melodiosos, solos insanos e claro, os notórios e alucinantes dedilhados na linha de baixo matadora do mestre Steve Harris.

Duran Duran – Paper Gods

Duran Duran – Paper Gods: Muitas bandas tentam, mas poucas conseguem se reinventar sem perder a essência, o Duran Duran é um belo exemplo disso. Paper Gods é um álbum completamente atual e muito bem feito. Se nos anos 80 os ingleses agitavam a pista, nos dias de hoje continuam dando conta do recado. O disco é um trabalho delicioso com várias faixas dançantes e até baladinhas leves, ideal se para ouvir do começo ao fim.

Stereophonics – Keep the Village Alive

Stereophonics – Keep the Village Alive: Recheado de influências que vão claramente do punk rock ao melhor estilo Sex Pistols, até o bom funk, Keep the Village Alive é um disco vigoroso, cheio de energia e ao mesmo tempo tranquilo, com composições otimistas e delicadas. Há quem diga que KTVA é um álbum mediano, mas  prefiro confiar no meu gosto que atesta ser um excelente registro.

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The Winery Dogs – Hot Streak: A banda manteve a identidade e qualidade (indiscutível, diga-se de passagem), mas preferiu focar-se em algo claramente mais técnico, deixando evidente que se afastou de faixas mais marcantes, como no caso do primeiro álbum, lançado em 2013. Disco indicado para músicos que, digamos assim, queiram aprofundar mais seus conhecimentos, pois é uma senhora aula de boa música!

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Coldplay – A Head Full of Dreams:  O Coldplay é aquela banda de extremos, ou se ama, ou se odeia, e na maioria das vezes seus trabalhos causam polêmicas discussões até mesmo entre os fãs mais fervorosos do grupo. Mesmo recheado de participações (algumas até bem pop), o álbum em momento algum cai por este lado, como muito ouvi por aí.  Há diversos elementos musicais que ainda fazem o Coldplay soar como uma banda de rock alternativo e demonstram que eles ainda mantêm a identidade.

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Art Nation – Revolution: Tive uma grata surpresa ao ouvir há poucos dias o álbum da banda sueca Art Nation. Nem mesmo cheguei a fazer uma resenha sobre ele para o blog, o que foi um tremendo erro! Pra quem curte um bom “AOR de raiz” é um prato cheio! Instrumental limpo, honesto e pegada bem hard. Ponha pra tocar no carro e pegue a estrada!

Postado ao som do álbum “Black Country Communion” (2010) – Black Country Communion.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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