Bons álbuns do rock nacional através das décadas: 1980

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Continuando com a série de discos nacionais é a vez da década de 1980, momento em que o rock nacional de qualidade dava as caras e mostrava o que de melhor a juventude de músicos do nosso país estava produzindo, junto a nomes de grande expressão de outras vertentes, como Tim Maia.

É claro que faltam alguns bons registros nesta lista, mas ficaria muito extenso, afinal a década de 80 foi a mais rica em termos de rock nacional!

Dá um confere nos discos selecionados e se quiser faça sua lista também!

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downloadTim Maia – O Descobridor dos Sete Mares (1983): Assim como na década anterior temos mais um álbum do grande Tim Maia abrindo os trabalhos desta lista oitentista. 

O Descobridor dos Sete Mares – 14º disco do músico – traz uma verdadeira celebração instrumental, numa miscelânea de ritmos e suingue, bem típicos do som que o cantor fez nos anos 80 e que passeiam pelo soul (groovado num baixo espetacular), funk, samba rock e ainda por cima nos brinda com um Tim Maia multi-instrumentista à frente não só dos vocais, como da flauta, pandeiro, tamborim, tumbadora e o timbales.

Os destaques deste grande disco ficam a cargo das faixas O Descobridor dos Sete Mares, Terapêutica do Grito, a instrumental 3 em 1 (baixo arregaçador), Pecado Capital e a “dor de cotuvelística” e clássica Me Dê Motivo.

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Maior+Abandonado+baraoBarão Vermelho – Maior Abandonado  (1984): Dizer que Maior Abandonado é o melhor álbum do Barão Vermelho na fase Cazuza é chover no molhado, mas seria impossível não contar com este grande disco na lista.

Trazendo na maioria de suas composições a parceria Cazuza/Robert Frejat (a mais poética do rock nacional), o terceiro trabalho da banda carioca passeia pelo rock, pop e blues e nos leva a uma viagem deliciosa pelos anos 80 e seus riffs e saxofones característicos da época.

Entre as melhores faixas desta belezura estão Maior Abandonado, Baby Suporte, Não Amo Ninguém, Por que a Gente é Assim? e Bete Balanço, um dos grandes sucessos dos caras.

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5118979GGOs Paralamas do Sucesso – O Passo do Lui  (1984): Taí um disco que expressa bem a saudosa década de 80. O Passo do Lui, um dos melhores álbuns de uma das grandes revelações da época – Paralamas do Sucesso – escrevia de vez o nome dos caras na história do rock brasileiro.

Com uma mistura bem sucedida do que de melhor o rock, o reggae e o ska sabem fazer, este trabalho do Paralamas é uma reunião de grandes hits. Pra se ter uma ideia o estrondo do álbum foi tanto, que das 10 faixas do “elepê”, somente 2 não tocaram nas rádios.

As clássicas Óculos, Meu Erro, Fui Eu, Me Liga e Assaltaram a Gramática são só alguns bons exemplos.

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plebe-rude-o-concreto-ja-rachouPlebe Rude – O Concreto Já Rachou (1985): Quando penso nos anos 80, especialmente na trilha sonora desta época, fica impossível não me lembrar da Plebe Rude. A canção Até Quando Esperar foi uma das músicas que mais marcaram esse período, sendo até hoje lembrada com vigor nas festas saudosistas dos titios e titias de meia idade por aí. 

O Concreto já Rachou traz, além deste hino oitentista, outras faixas memoráveis como Proteção, Johnny Vai à Guerra (Outra Vez) e Minha Renda, esta com a participação de Herbert Vianna, que também produziu o disco.

 É sem dúvida um dos grandes álbuns do rock brasileiro.

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Titas_CabDinTitãs – Cabeça Dinossauro (1986): Pergunte para qualquer fã de rock brazuca qual um dos melhores álbuns do Titãs e inevitavelmente dez entre dez responderão em alto e bom som: “Cabeça Dinossauro!”, um dos grandes trabalhos do Titãs.

Recheado de peso e atitude, o disco traz instrumental vigoroso e composições afiadas e bem humoradas, que chegaram a sofrer censura de uma ditadura que dava seus últimos suspiros no país.

Entre as faixas de maior destaque estão as porradônicas Cabeça Dinossauro, Igreja, Porrada, a “infame” Bichos Escrotos e Família, um dos poucos momentos mais tranquilos do disco.

Clássico dos bons!

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Ira! - Vivendo e Não Aprendendo (Capa Oficial do Álbum) [www.coverbrasil-leko017.blogspot.com]Ira! – Vivendo e Não Aprendendo (1986): Um disco com dez faixas de um único compositor, que retratavam a juventude brasileira dos anos 80 e que de quebra trazia uma canção que causou grande polêmica. Assim, Vivendo e Não Aprendendo, segundo álbum do Ira!, conquistou um lugar nesta lista e na maioria de listas de melhores álbuns brasileiros “mundo” afora.

Com uma sonoridade marcante e riffs únicos, o melhor disco já lançado pela banda de Nasi & cia, traz como destaque as canções Envelheço Na Cidade, Dias de Luta, Flores Em Você, Gritos na Multidão e Pobre Paulista, tendo esta última sofrido forte crítica por parte dos amiguinhos que faltaram às aulas de interpretação de texto, mas isso é papo para um futuro post…

Grande registro! Vale a pena a audição.

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encarte frenteInocentes – Pânico em SP (1986): Porradaria do início ao fim! É isso que você encontra no 2º álbum dos Inocentes, um dos grandes ícones do punk nacional.

Com apenas 6 faixas – a grande maioria sofreu censura – o EP é uma “materialização musical”, digamos assim, de tudo o que a juventude punk vivenciava à época. As influências no play são claras: Ramones, MC5, New York Dolls e alguns outros nomes que integravam a seleta relação de bandas com ideologia levadas a sério por seus fãs.

Com “descoberta” e produção do titã Branco Mello, Pânico em SP foi o primeiro contato do punk com uma gravadora, a WEA, o que de certa forma elevou o status da banda à de “traidores do movimento” e o que na verdade é uma grande balela. As faixas Rotina, Expresso Oriente e Pânico em SP valem e muito o registro.

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5107007GGEngenheiros do Hawaii – A Revolta dos Dândis (1987): Se tem uma banda com letras icônicas e até mesmo “filosóficas” é o Engenheiros do Hawaii e sem dúvida A Revolta dos Dândis, 2º álbum dos caras é um belo exemplar disso.

Com instrumental que passeia pelo progressivo e seus belos riffs melodiosos, o álbum que – na modesta opinião desta que vos escreve – marca a estreia da melhor formação do grupo (Humberto Gessinger, Augusto Licks e Carlos Maltz), é sem dúvida um dos grandes trampos da banda.

Pra você ter uma ideia, apenas num único disco você pode encontrar as faixas Terra De Gigantes, Infinita Highway e Refrão De Bolero, só pra começar!

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cazuza ao vivo o tempo nao paraCazuza – O Tempo Não Para (1988): É claro que um dos maiores intérpretes do Rock nacional não poderia  ficar de fora desta lista. Toda a obra de Cazuza é de extrema importância para a música brasileira e álbum O Tempo Não Para além de ser um registro ao vivo do cantor – e o último, infelizmente – traz uma junção das melhores músicas de sua breve carreira, feitas de maneira brilhante durante a turnê do também excelente disco Ideologia, de 1988.

O disco traz a  interpretação única e vigorosa do músico e canções como Ideologia, Codinome Beija-Flor e O Tempo Não Para são simplesmente as melhores versões  de Cazuza, colocando este incrível disco na lista dos melhores.

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golpe_1Golpe de Estado  – Nem Polícia Nem Bandido  (1989): Considero o Golpe de Estado uma das maiores e melhores bandas nacionais. O grande problema é que a meu ver os caras são injustiçados pela grande mídia que não sei por que cargas d´agua não enxergam os músicos com o devido valor que eles têm.

O álbum Nem Polícia Nem Bandido de 1989, exemplifica bem o que quero dizer. As letras, de uma complexidade intensa e o instrumental indiscutivelmente bem executado, garantem o lugar ao sol deste que é sem dúvida um dos pilares do rock oitentista nacional.

As faixas Paixão, Nem Polícia, nem Bandido e Não é Hora mostram de maneira definitiva que o Golpe é e sempre será uma das maiores bandas do cenário roqueiro brazuca.

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Postado ao som do álbum “Nem Polícia Nem Bandido”  (1989), Golpe de Estado.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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