Teorias da Conspiração: a morte de Paul McCartney

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Quarta-feira, 9 de novembro de 1966, 5 da manhã. O jovem James Paul McCartney, então com 24 anos, baixista de uma das mais populares bandas da época, The Beatles, colidia fatalmente seu Aston Martin com outro veículo ao passar despercebido pelo sinal fechado de um cruzamento. O músico que morreu instantaneamente, teve o crânio esmagado e o rosto completamente desfigurado. Empresário e gravadora correram contra o tempo para que um novo substituto preenchesse a vaga deixada por Paul e se passasse por ele, afinal, a consagrada banda de Liverpool era um verdadeiro caça-níquel e não seria a morte de um de seus integrantes que acabaria com aquela mina de ouro. Revoltado, John Lennon e o restante da banda decidiram através de mensagens subliminares em suas composições e capas de discos, alertar a grande farsa aos fãs.

A narração acima é parte de uma teoria da conspiração – uma das mais conhecidas da música – que conta detalhadamente sobre a suposta morte do beatle Paul McCartney e de como a banda tratou sua substituição através de mensagens subliminares. O assunto – bem interessante por sinal – já foi tema de dissertações, teses de mestrado, livros e desperta grande curiosidade entre os fãs (ou não) da banda.

Todos nós sabemos que Tio Paul está mais vivo do que nunca e  na ativa, com mais fôlego do que muito músico de 20 anos, mas os curiosos indícios de que o então baixista dos Beatles teria sido substituído por um sósia (que atendia pelos nomes de Willian Campbell ou Billy Shears) são muitos e recheiam sites, livros e vídeos.

Piração? Falta de uma boa louça para lavar? Eis alguns dos indícios mais curiosos:

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967)

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Para ver melhor aconselho clicar na imagem.
  • O álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967) está cheio de possíveis referências, a começar pela capa, que retrata a sepultura de Paul, com diversos arranjos de flores;
  • O principal arranjo, que traz o nome da banda, tem ao final da palavra Beatles a letra o, que forma a frase “Be At Leso” ou “Fique em Leso”. Paul teria sido sepultado na ilha de Leso, que muitos acreditam se localizar na Grécia;
  • Sobre a cabeça de Paul nota-se uma mão aberta, que estaria abençoando o beatle morto;
  • À direita da capa, uma boneca sentada tem escrito em sua roupa a frase “Welcome The Rolling Stones”. Há quem acredite que a banda de Mick Jagger ajudou a encobrir a morte de Macca e essa teria sido uma forma de agradecimento. Além disso, o escrito também sugere que sem a existência dos Beatles, os Stones seriam a banda de maior popularidade do cenário;
  • Ainda sobre a boneca: note que ela está sentada quase em cima de uma luva que muitos dizem estar suja de sangue;
  • Colocando um espelho horizontalmente cortando a frase “Lonely Hearts” escrita na bateria e observando a combinação da parte de cima das letras com seu reflexo, pode-se notar a frase “One He Die”;

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  • Na imagem da contracapa do álbum, todos os integrantes da banda estão olhando para frente, enquanto Paul está de costas;
  • Ainda na contracapa, George Harrison aponta o dedo indicador direito exatamente na frase da canção “She´s Leaving Home” que diz: “Wednesday morning at five o´clock as the day…”. Exatos dia da semana e hora em que Paul teria morrido;

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  • Ao final da música “Strawberry Fields Forever” , John Lennon canta “I Buried Paul” (Eu enterrei Paul).
  • Já na faixa “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band“, Billy Shears, o sósia de Paul, é apresentado pelos músicos: “So let me introduce to you the one and only Billy Shears.”

*****

Abbey Road (1969)

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  • O álbum Abbey Road também está cheio de referências à morte de Paul, a começar pela capa: os quatro rapazes atravessando a rua. Paul é o único descalço (os mortos são enterrados descalços), está com os olhos fechados e segurando seu cigarro com a mão direita, sendo ele canhoto;
  • John Lennon vestindo branco representaria Deus, Ringo seria o agente funerário, Paul obviamente o cadáver e George, o coveiro;
  • A placa do fusca branco ao fundo da imagem traz as letras “LMW” referindo-se às iniciais de “Linda McCartney Widow”  (Linda McCartney Viúva) e abaixo “281F”, uma referência à idade que Paul teria se estivesse vivo: 28 1F (if) “28 se”. (Clique na imagem para aumentar)

Existem ainda diversas “mensagens subliminares” em letras, interpretações e sim, também em músicas tocadas ao contrário. Tendo em vista que este post ficaria imenso, te aconselho a dar uma boa busca pelo pai Google, lá certamente você encontrará muitas doideiras relativas a esta teoria, como o vídeo abaixo:

 

Como o boato começou

Em outubro de 1969,  o dj  de uma rádio americana, Russ Gibb, recebeu o telefonema de um ouvinte que atentava para diversos indícios da provável morte do beatle. Gibb leu algumas pistas enquanto estava no ar e no dia seguinte jornais e programas já falavam sobre o assunto. Se há mais de 45 anos sem aparatos tecnológicos e internet o assunto já causou tamanha comoção, imagine como seria hoje em dia com as redes sociais? Haja textão…

Algumas questões ficam no ar:

– Quem plantou essas pistas?

– Quem foi o “ouvinte misterioso” que ligou para a rádio e deu os indícios?

– Teria sido armação do empresário ou da gravadora, para a banda alavancar mais ainda suas vendas?

– Teria sido brincadeira dos próprios Beatles?

Nunca saberemos…

E o que Paul diz sobre isso?

Você deve estar se perguntando o que Paul McCartney pensa a respeito de toda essa teoria né? Afinal, o que você diria se visse pessoas do mundo todo atestando que você não é você e que está morto?

Ridículo. Pois é, foi isso o que ele disse.

Em entrevista à revista gringa Mojo, o músico afirmou que apesar de ridículos, tais boatos faziam parte de sua vida como integrante de uma das maiores bandas do mundo. “Era engraçado na verdade, mas ridículo. São ossos do ofício: as pessoas inventam uma história e você se vê obrigado a lidar com essa ficção. Acho que a pior coisa era que eu percebia as pessoas olhando para mim com mais atenção, como se pensassem ‘Será que as orelhas dele sempre foram assim?'”

Sobre a “polêmica” de estar descalço na capa de Abbey Road, Macca contou que estava de sandálias mas resolveu tirá-las porque estava muito quente e ainda completou: “Foi uma loucura.”

Na entrevista abaixo, feita para o programa David Letterman, Paul conta rapidamente sobre esses rumores, se você entende um pouquinho de inglês vai se divertir:

Vale lembrar que a tal teoria começou por conta de um acidente de moto que Paul teria sofrido e que resultou num corte no lábio superior e num dente quebrado, fatos que você pode comprovadamente observar nos vídeos de “Paperback Writer” e “Rain“.

Portanto essa curiosa teoria não passa mesmo de um mero boato.

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Postado ao som do álbum “The Best of Cozy Powell” (1997) – Cozy Powell.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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