GG Allin, o cara mais escroto do punk rock

gg-allin-o-cara-mais-escroto-do-punk-rockSe você tem o estômago fraco ou é menor de idade, melhor nem começar essa leitura, agora se mais nada nessa vida te choca, vá em frente, afinal, em matéria de escrotice será falado de um mestre!

Aliás, se as palavras escrotice e bizarrice pudessem ser transformadas numa única pessoa, certamente essa pessoa seria GG Allin. De pensar que o nome de batismo do músico era Jesus Christ Allin e que pouco tempo depois seus pais resolveram mudar para Kevin Michael Allin, devido ao comportamento bizarro da criança, você já pode ter uma ideia. Ou não. É difícil ter uma ideia ou sequer imaginar que alguém pudesse ser capaz dos atos mais escrotos. Mas GG Allin foi.

Allin teve uma infância caótica, como ele próprio costumava declarar. Filho de pai alcoólatra com distúrbios mentais, talvez isso explique muita coisa. Na escola, o menino era visto como um delinquente e chegou a frequentar a classe de alunos especiais. Desde muito novo seu hobby preferido era chocar as pessoas, tanto que uma vez apareceu no colégio vestido de mulher, o que lhe rendeu uma surra por parte dos colegas.

Em meados dos anos 70, o jovem GG Allin conheceu o Punk, estilo que jamais largaria. A primeira banda foi a Malpractice, na qual tocava batera. Depois vieram Scumfucs (com seu irmão Merle no baixo), The Jabbers, The Texas Nazis, The Murder Junkies e mais uma porrada (quase 30!). Vale lembrar que nessa época ele também assumiu os vocais.

O jovem (e ainda menos insano) GG Allin.

O jovem (e ainda menos insano) GG Allin.

Uma das marcas registradas dos álbuns em que o músico participava era a precariedade com que eram produzidos. Sem produtor e muito mal gravados, os discos de Allin dificilmente recebiam críticas positivas, mas mesmo assim conquistaram uma legião de fãs mais “alternativos”. Sempre tem né?

Já na metade da década de 80 lançou o que seria o trabalho mais importante de sua carreira. Intitulado Freaks, Faggots, Drunks and Junkies, o álbum foi o que mais próximo do profissional ele conseguiu chegar. Com letras agressivas o disco revelava o músico numa época em que ele estava entregue por completo ao álcool e à heroína. Foi nessa fase que as apresentações do cara começaram a atingir níveis insanos: ele se apresentava completamente nu, se automutilava (muitas vezes não terminava o show pois chegava a desmaiar), defecava no palco, comia as próprias fezes ou jogava no público e ainda tentava violentar as pessoas da plateia, tanto homens como mulheres, com ele não tinha tempo ruim. Isso quando não enfiava o microfone no próprio CU. Isso mesmo, amiguinhos!

Tem o estômago forte? Então assista! (Eu não consegui ver tudo)

Tal comportamento fazia com que os shows do músico nunca fossem concluídos, afinal, ele sempre era preso antes do término de suas “performances artísticas”, chegando a ir pro xadrez mais de 50 vezes…

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No início dos anos 90 foi a vez de Allin inventar uma nova moda: jurou aos fãs que se suicidaria no palco, ao vivo e a cores, para quem quisesse ver. O cara começou a declarar em todas as suas entrevistas que este seria o seu próximo passo. Porém, contudo, todavia, entretanto seus planos foram por água abaixo, uma vez que em 28 de junho de 1993 uma overdose de heroína o levou desta pra melhor.

Se em vida GG Allin fez tudo de mais escatológico, nojento, bizarro e asqueroso que um ser humano poderia fazer, na própria morte não seria diferente. Seu velório foi um show à parte e de acordo com o que desejou: em seu caixão, vestindo apenas jaqueta e cueca, foi posto a seu lado duas garrafas de whiskey e todos os seus discos. O fãs que velavam seu corpo tiraram “selfies” ao lado do músico e os que fumavam, jogaram as cinzas de seus cigarros no caixão. Bela homenagem!

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Morto aos 36 anos, GG Allin deixou uma filha (sim, houve uma louca que teve coragem de se relacionar com ele). Nico Ann Deneault, que hoje deve estar na casa dos 30 anos preferiu manter distância do pai. Garota esperta!

Postado ao som do álbum “Project 1950” (2003) – Misfits.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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