Belas capas através dos anos: 1960

belas-capas-atraves-dos-anos-1960Começo hoje uma nova série de posts que retratam o que de melhor aconteceu através dos anos e desta vez destaco as mais criativas, belas, incríveis e doidas capas de discos. Quem acompanha o blog sabe que capa de disco é assunto sério (ao menos por aqui e pra quem é apaixonado por vinil) e hoje listei as capas mais interessantes da década de 1960, fase em que o rock and roll começou a pegar fogo pra valer e gerou inúmeras vertentes tão importantes para a boa música. Preparado para muita psicodelia? Bora lá!

13th Floor Elevators – The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators (1966): A psicodelia (e apologia aos alucinógenos) não está presente somente nas faixas do álbum de estreia da banda 13th Floor Elevators – um dos  precursores da vertente psicodélica -, muito menos no nome do trabalho. A doideira já começa na capa, do artista John Cleveland, que mostra claramente o efeito dos tóxicos num olhar que “viaja na psicodelia colorida dos anos 60.”

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The Doors – Strange Days (1967): Em 1967 o Doors lançava um de seus melhores registros. Strange Days é um dos grandes acertos da banda e vem recheado de clássicos. A arte da capa ficou por conta do fotógrafo Joel Brodski, que retratou alguns artistas de rua em um dos cruzamentos da 3ª Avenida, em Manhattan, (NY). Um detalhe curioso fica por conta do trompetista e do malabarista, que na verdade eram um taxista e o assistente de Brodski, respectivamente.

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The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967): Impossível falar de Beatles e não se lembrar da icônica capa do Sgt. Pepper’s, uma das mais lendárias da música. Idealizada por Paul McCartney, a imagem foi concebida pelos artistas de pop art Peter Blake e Jann Haworth e traz o quarteto caracterizado como a banda fake Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Fotografados por Michael Cooper os moços aparecem acompanhados por uma porrada de personalidades de papelão em tamanho real. Colorida, cheia de vida e bem louca, assim é a capa de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Como o álbum é, como os anos 60 foram.

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The Jimi Hendrix Experience – Axis: Bold as Love (1967): Um dos maiores representantes da boa música sessentista não poderia faltar nesta lista, afinal, Axis: Bold as Love do ilustríssimo The Jimi Hendrix Experience, tem uma das capas mais simbólicas da época. O desenho de um Hendrix psicodélico junto à reprodução da imagem indiana de Viraat Purushan-Vishnuroopam, representam de maneira única toda a psicodelia da década. Com design dos artistas David King e Roger Law a capa é tão incrível que bem poderia decorar uma parede, (a minha no caso, aceito presentes =P ).

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Cream – Disraeli Gears (1967): Grandes bandas, grandes álbuns e também grandes capas. Você já deve ter notado que todas as capas já citadas até aqui são de discos incríveis né? E essa é mais uma. Disraeli Gears – um dos melhores discos da década e do Cream – traz um trabalho psicodélico do artista australiano Martin Sharp, que inicialmente desenhou os integrantes do power-trio em meio a recortes e colagens e depois completou a imagem colorindo com tintas fluorescentes. De acordo com Sharp, ele tentou através da capa captar o “cativante jeito de viver com prazer” da banda.

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Deep Purple – The Book of Taliesyn (1968): O segundo álbum dos “garotos” do Deep Purple tem uma das capas mais interessantes da discografia da banda, que também já lançou discos com capas bem bizarras, (vide as lastimosas Burn, Fireball e Come Taste The Band). O artista britânico John Vernon Lord assina a imagem que, inspirada na arte medieval e com leves traços do surrealismo,  traz uma composição multicolorida e riquíssima em detalhes.

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Pink Floyd – A Saucerful of Secrets (1968): O som progressivo e experimental do Pink Floyd em seus primeiros discos era tão exacerbado que escapava das faixas para as capas de seus discos. Um bom exemplo disso fica a cargo do álbum A Saucerful of Secrets, segundo da banda, que traz em sua capa um trabalho de sobreposições com um clima  “meio espacial e viajandão”, como as músicas dos caras. O trabalho foi produzido pelo então artista iniciante Storm Thorgerson da empresa Hipgnosis, que mais tarde viria a assinar outras tantas capas icônicas do Pink Floyd.

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King Crimson – In the Court of the Crimson King (1969): A capa do álbum debut de uma das mais importantes bandas do progressivo é sem dúvida um grande clássico. Feita por Barry Godber – morto um ano depois, de ataque cardíaco – ela transmite toda a proposta que a banda desejou passar através das músicas. “Se você cobrir o rosto sorridente, os olhos revelam uma tristeza incrível. O que se pode acrescentar? Ele reflete a música”, explicou o guitarrista Robert Fripp.

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The Beatles – Abbey Road (1969): Essa capa é tão icônica e tão cheia de história, que até já ganhou um post só pra ela aqui. A imagem do quarteto atravessando a famosa Abbey Road – cada um vestido a sua maneira – tem ares simples e muita poesia. Levantou algumas polêmicas conspirações e contou até mesmo com a presença de um ilustre desconhecido que, por conta de sua aparição despretensiosa, tornou-se famoso entre os fãs da banda. A capa foi produzida pelo fotógrafo Iain Macmillan, que em dez minutos conseguiu captar os músicos para a posteridade.

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The Rolling Stones – Let It Bleed (1969): Robert Brownjohn é o nome do responsável pela capa criativa do oitavo álbum dos Stones, Let It Bleed, de 1969. Baseada na arte surrealista, a imagem mostra o disco sendo tocado numa vitrola, tendo acima  diversos outros objetos, como um pneu, uma pizza, um rolo de fita e pasmem, até um bolo! A ideia inicial para a capa era outra. De início, a imagem que estamparia a capa de Lei It Bleed consistia numa calça jeans feminina, enquanto o disco traria uma calcinha escrito “Deixe Sangrar”, porém, contudo, todavia, entretanto, a imagem foi perdida no escritório da banda – que devia ser muito organizado, por sinal. Tal ideia ficou guardadinha pra depois ser usada, com algumas alterações na capa de Sticky Fingers, capa da qual aliás já falei aqui.

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Postado ao som do álbum “Send Away The Tigers” (2007) – Manic Street Preachers.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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