Belas capas através dos anos: 1970

belas-capas-atraves-dos-anos-1970Dando continuidade à série de posts sobre as capas de discos mais belas através dos anos, chegamos à década de 70, quando o música passava por transformações significativas e importantes vertentes davam o ar de sua graça não só musicalmente, como através da arte das capas dos discos de grandes nomes relacionados à elas. Pronto para dar aquele confere exxxperto?

John Lennon – Plastic Ono Band (1970): O primeiro álbum de John Lennon após a separação oficial dos Beatles traz em sua capa uma linda imagem do músico com sua mulher Yoko Ono embaixo de uma árvore, ao melhor estilo “casal apaixonado no parque”. Feita pelo ator e assistente, Dan Richter, o registro é quase idêntico ao da capa de “Yoko Ono/Plastic Ono Band” – álbum lançado por Yoko no mesmo dia que este – se não fosse por um detalhe: na capa de John ele aparece deitado no colo de sua amada. Já na capa de Yoko é a vez do ex-beatle aconchegar seu grande amor.

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The Who – Who’s Next (1971): Esse é um dos raríssimos casos de uma capa de disco muito bem feita contendo os integrantes da banda. Geralmente capas assim são simples demais, sem nenhuma beleza e em muitos casos podem chegar a ficar bizarras, o que foge totalmente ao caso de “Who’s Next”, quinto trabalho do The Who. O clique bem sucedido foi obra do fotógrafo Ethan Russell e mostra a banda no que parece ser um mictório recém-urinado na Lua (?) e foi feito em Easington District Collliery, Inglaterra. Mesmo com todos os fatores apontando para que a imagem ficasse no mínimo escatológica, o trabalho foi tão bem feito que conseguiu captar uma certa poesia até mesmo no momento de “tirar água do joelho”, risos.

who

The Doors – Full Circle (1972): Feita pelo artista Joe Garnett, a imagem que ilustra a capa de “Full Circle”, oitavo e último álbum do The Doors – o segundo sem o então recém-falecido Jim Morrison – contrasta perfeitamente com a nova fase que a banda seguia; sem Morrison, seu polêmico vocalista, morto um ano antes. Os caras estavam mais focados no rock experimental e progressivo e a arte da capa, refletiu com primor esse momento.

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Secos & Molhados – Secos & Molhados (1973): Essa sem dúvida é uma das grandes capas nacionais. Imortalizada por Ney Matogrosso & cia na foto de Antônio Carlos Rodrigues, é interpretada por muitos como “o deleite gastronômico servido aos ouvintes”. Premiada e presente em exposições mundo afora, marca a nova fase da música brasileira, executada de maneira mais pesada e mesclada à diversos ritmos.

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Yes – Tales from Topographic Oceans (1973): O sexto  álbum  da banda de rock progressivo traz a arte de Roger Dean, que transmite a proposta do disco de se buscar o autoconhecimento como meio de alcançar a plenitude espiritual. Dean utilizou elementos das civilizações maia e nazca, bem como a cultura e o conhecimento deixados por essas civilizações, que podemos conferir na faixa “The Ancient – Giants Under the Sun”

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Pink Floyd – The Dark Side of the Moon (1973): Uma das capas de discos mais emblemáticas do mundo da música, “The Dark Side of the Moon”, foi projetada pelo artista Storm Thorgerson através do coletivo Hipgnosis. Os detalhes da capa do oitavo álbum da banda foram milimetricamente pensados para retratrar com precisão a complexidade das faixas.

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Ave Sangria – Ave Sangria (1974): A capa colorida e cheia de vida que ilustra o primeiro e único álbum de estúdio dos  pernambucanos do Ave Sangria foi feita baseada num desenho do músico e cartunista Laílson. A ave sofreu diversas modificações e chegou a ser definida pelos caras da banda como um “papagaio drag queen”. Isso, porque a gravadora não topou investir numa arte de capa. Imagina se tivesse topado né?

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Led Zeppelin – Physical Graffiti (1975): Em 1975 o Led Zeppelin lançava um dos seus mais importantes álbuns. Com uma sonoridade que passeava pelo hard rock setentista até o folk, o blues e o progressivo, Physical Graffiti, sexto trabalho dos caras, pedia uma capa que combinasse com seu estilo. Para isso, foram recrutados os artistas Mike Dowd e Peter Corriston, que, tendo como inspiração a capa do disco “Compartments”, do cantor Jose Feliciano, de 1973, enquadraram um edifício duplo localizado entre os números 96 e 98 no bairro de East Village, em NY e o tornaram um dos prédios mais famosos do mundo. De tão famoso o endereço virou cenário para o clipe dos Rolling Stones, “Waiting on a Friend”, de 1981.

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Rainbow – Rising (1976): A capa do segundo álbum da banda britânica de hard rock  foi feita por Ken Kelly e claramente inspirada na Mitologia Grega. Mostra  a mão do Deus Poseidon segurando o arco-íris (símbolo do grupo por motivos óbvios), em meio ao mar furioso. Podemos notar a presença  de um homem assistindo à cena, no canto esquerdo da capa, e também as torres de um castelo que remetem às da capa do primeiro álbum da banda, “Ritchie Blackmore’s Rainbow”, de 1975.

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Supertramp – Even In The Quietest Moments (1977): Um belo piano coberto de neve estampa a capa de “Even In The Quietest Moments”, quinto álbum dos britânicos do Supertramp. A imagem vívida foi concebida pelos artistas Mike Doud, Kenneth McGowan e Bob Seidemann. O instrumento, localizado no alto de uma montanha próxima aos estúdios Caribou Ranch, traz uma curiosidade: há quem diga que a partitura de “Fool’s Overture”, uma das canções da banda e que aparece em cima do piano, na verdade é da canção “The Star Spangled Banner”.

supertramp

Postado ao som do álbum “Hardwired… To Self-Destruct” (2016) – Metallica.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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2 respostas para Belas capas através dos anos: 1970

  1. Adorei esse post, Rose! Muitas capas emblemáticas! Particularmente, amei a do Secos e Molhados e do Pink Floyd! Quando puder, dê uma passadinha lá no Cl4ssicos😉 Beijos!

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