Tirando do baú: revista Geração Pop

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A cultura pop já era uma realidade no Brasil dos anos 70 e apesar de pouco explorada, algumas publicações já davam os primeiros passos na abordagem do que rolava musicalmente no país e no resto do mundo. Se você fez parte da juventude setentista, dificilmente se esqueceu de uma das revistas mais importantes que surgiram naquela época: Geração Pop.

Ou Pop, para os mais íntimos. A publicação mensal lançada pela Editora Abril em novembro de 1972 se tornou uma das revistas mais queridas pelos jovens e revolucionou  o jornalismo musical brasileiro. Ao todo foram 82 edições que trataram não só de temas musicais como também comportamento, sexo, cinema, esportes radicais – foi a precursora  a abordar o surf, asa delta e o skate – moda, carros e motos. Ou seja, numa época em que não se cogitava a MTV e menos ainda a internet, Geração Pop era tudo aquilo que o universo adolescente precisava para se antenar.

Musicalmente falando, a revista apresentou matérias de conteúdo bem rico e não focava apenas em um estilo, tudo estava presente na Geração Pop: do rock and roll das grandes e hoje clássicas bandas como The Who, Genesis e Led Zeppelin, passando pelo Soul de Diana Ross e Steve Wonder, até o pop romântico de Elton John e The Carpenters. O rock nacional e a MPB também tinham seu espaço na publicação, o que tornou a Pop uma revista para todos os gostos.

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Os brindes faziam a alegria dos fiéis leitores, que mal podiam esperar pela edição do próximo mês e os presentinhos que ele traria. E eram coisas bem legais! Se num mês a revista presenteava a galera com um disco compacto contendo grandes hits das paradas, no outro trazia adesivos  ou até mesmo estampas dessas termocolantes (passando o ferro ela aderia na roupa), verdadeira sensação naquela época!

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Outros dois pontos bem característicos da publicação ficavam por conta dos pôsters – todos os meses a Pop trazia de três a quatro, com imagens de bandas e músicos – e o Hit Pop, uma espécie de jornalzinho com as principais paradas mundiais, noticias culturais gringas e colunas assinadas por grandes nomes do jornalismo cultural brasileiro, como Nelson Motta, Ezequiel Neves, Ana Maria Bahiana, entre outros. Até mesmo o renomado e global Caco Barcellos passou pela Geração Pop.

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Infelizmente como tudo o que é bom dura pouco, a saudosa revista lançou em agosto de 1979 sua última edição. Muitas hipóteses giraram em torno do fim da Geração Pop e uma delas dava conta de uma matéria fictícia feita com dois meninos de rua se passando por integrantes de uma banda de punk rock.

Apesar de não ter vivido essa época posso imaginar a verdadeira revolução que Geração Pop provocou tanto em seus leitores como nos profissionais dos 70´s. Hoje em dia em meio a um excesso de informações que chegam minuto a minuto através da internet, a Pop é uma bela lembrança de como as coisas eram há 40 anos, talvez por isso a publicação tenha se tornado cult e um dos itens mais procurados nos sebos da vida.

Imagens: Nostalgiarama, Apólogo 11, Paulo Tasca, Pinterest.

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Postado ao som do álbum “Forever Man – The Best of Eric Clapton” (2015) – Eric Clapton.

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Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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