Misplaced Childhood: a história por trás da capa

Em 1985 a banda britânica de rock progressivo Marillion preparava-se para lançar seu terceiro e mais aclamado trabalho. Intitulado Misplaced Childhood, o álbum conceitual chegaria às prateleiras em junho daquele ano, trazendo a história de um jovem que lida de maneira traumática com a morte do amigo e a perda de seu amor, o que o levou a cair num abismo de angústia e depressão.

Para ilustrar a capa – uma arte belíssima, diga-se de passagem – foi recrutado o artista inglês Mark Wilkinson, que entre outros feitos já estampou trampos do Judas Priest e Iron Maiden. Ele não só é o responsável pela arte de muitas outras capas do Marillion, entre álbuns e singles, como também é o nome por trás das capas de Fish, ex-vocalista da banda, em sua carreira solo.

Wilkinson transformou toda a atmosfera das letras de Misplaced Childhood numa imagem capaz de transmitir fantasia, inocência e até mesmo um certo ar de otimismo, ao mesmo tempo que vai de encontro aos momentos dolorosos da vida, trazendo à tona a realidade, o que parece ser simbolizado pelas nuvens escuras e ameaçadoras ao fundo da ilustração. Vale ressaltar ainda o belo trabalho colorido e completo de colagem executado pela artista Julie Hazelwood, esposa do ilustrador.

O personagem central da capa é representado pela figura de um garoto vestido de soldado. O drummer boy foi interpretado pelo jovem Robert Mead, então com 10 anos de idade e curiosamente vizinho de Wilkinson. Mead ainda protagoniza a capa de mais três singles do mesmo álbum e o videoclipe de Kayleigh, um dos maiores hits da banda.

Eu poderia fazer uma análise completa, detalhada e bem complexa da capa de Misplaced Childhood, afinal ela é cheia de elementos e símbolos interligados entre as capas anteriores do Marillion, mas não caberia a este post, já que pode ser facilmente encontrada em dezenas de fansites ao redor do mundo virtual.

Talvez o mais interessante desta capa hoje em dia seja o fato de que ela eternizou a figura infantil de Robert Mead, atualmente um homem que já está na casa dos 40 anos e segue a profissão de ator. Há um tempinho o rapaz reencontrou Fish e eles puderam repetir uma foto feita há mais de 30 anos, na época do lançamento de Misplaced Childhoood.

Reprodução: @joserael (via twitter). 

 

O tempo passa né?

 

Postado ao som do álbum “Misplaced Childhood” (1985), Marillion.

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Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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