Resenhas: Foster The People e MR. BIG

O último mês reservou alguns lançamentos bem interessantes. De um lado um dos mais populares grupos do indie pop, com mais um álbum vigoroso, desses impossíveis de se ficar parado ao dar o play. De outro, o novo trabalho de um grande nome do hard rock que infelizmente não é tão valorizado pelo grande público daqui.

Foster The People Sacred Hearts Club:  O astral positivo e cool de Sacred Hearts Club levanta até defunto. Não tem como ficar indiferente as 12 faixas do terceiro álbum da banda americana Foster The People, que levou quase dois anos para “vir ao mundo”.

De acordo com o vocalista Mark Foster, o trabalho traz sons inspirados na psicodelia dos anos 60. Um dos objetivos do músico com este novo trampo é fazer as pessoas viverem as faixas como num filme, pois é assim que ele as encara. Então tá né?

Ainda na vibe sessentista há mais uma vez homenagem aos Beach Boys, banda do coração de Mark. Se no disco anterior – Supermodel – o tributo ficou por conta da faixa The Angelic Welcome of Mr. Jones, em Sacred Hearts a reverência vem em Time to Get Closer, faixa curtinha, de apenas 58 segundos.

Aconselho a audição de Sacred Hearts Club por inteiro, mas vale destacar as faixas  Doing It For the Money, Pay The Man, Sit Next To Me, Lotus Eater, Loyal Like Sid & Nancy e Harden the Paint.

Curioso? Então reúna um grupo de amigos, pegue uns bons drinks e dê o play!

★★★★

 

MR.BIG – Defying Gravity: Costumo dizer que o MR.BIG é uma banda que faz música para músicos e talvez por isso só seja conhecida do grande público por conta de duas baladinhas que nem de longe mostram a real habilidade de seus integrantes.

Talvez Defying Gravity não agrade de primeira aos fãs mais conservadores, tanto pelo número generoso de baladas ou pelo tom “pouco mais comercial” de algumas faixas, como a “simplesinha” Damn I’m in Love Again.

O nono álbum da banda traz 11 canções e produção de Kevin Elson, conhecido de longa data dos caras, (produziu os três primeiros álbuns deles) e trouxe um certo ar nostálgico ao trabalho. “Foi ótimo voltar ao estúdio com nosso produtor original”, declarou o guitarrista Paul Gilbert ao site gringo Blabbermouth. “Kevin produziu nossos álbuns clássicos dos anos 80 e 90, e imediatamente sentimos essa química mágica com ele em ‘Defying Gravity’. Nós basicamente tocamos ao vivo no estúdio.”

O álbum todo foi gravado em apenas seis dias e conta ainda com a participação do batera Matt Starr substituindo Pat Torpey, que infelizmente por conta de um diagnóstico recente da doença de Parkinson se encontra com certas limitações.

Entre os grandes destaques do disco estão as faixas Defying Gravity, Mean To Me (solos engenhosos de baixo e guitarra), a tranquila Nothing Bad (Bout Feeling Good), Forever and Back e a excelente e nostálgica 1992.

Pegue uma bela estrada, aumente o som e boa viagem!

★★★★

 

Postado ao som do álbum “Defying Gravity” (2017), MR. BIG.

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Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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