Pennie Smith: as lentes que capturam o ser humano por trás do rockstar

Pennie Smith: “Não fotografo bandas. Eu fotografo pessoas.”

A fotógrafa britânica Pennie Smith ficou mundialmente conhecida por ser a responsável por uma das capas mais icônicas do punk rock: a do disco London Calling, terceiro lançado pelo The Clash. Mas não foi apenas essa fotografia que fez a carreira de Smith. A artista também é responsável por muitos outros cliques memoráveis. Suas lentes já capturaram The Rolling Stones, U2, Manic Street Preachers, Oasis, The Who, The Jam, The Strokes e mais uma infinidade de super bandas, registradas na grande maioria das vezes em preto e branco, característica que se tornou sua marca registrada.

Smith estudou arte e desenho gráfico na Twickenham Art School. Começou no fim dos anos 1960 como colaboradora na revista underground Friends. A primeira grande oportunidade surgiu em 1970, ao acompanhar o Led Zeppelin em uma turnê. Já na década de 1980 começou a trabalhar na revista musical NME.

Robert Plant e Jimmy Page (Led Zeppelin).

The Strokes.

Bruce Foxton e Rick Buckler (The Jam).

U2.

Pete Townshend (The Who).

Damon Albarn (Blur).

Stone Roses.

Nicky Wire e Richey Edwards (Manic Street Preachers).

 

A capa de London Calling

Em setembro de 1979, Pennie acompanhava o The Clash em mais um show da turnê Clash Take the Fifth. Algo parecia irritar o baixista Paul Simonon no palco do The Palladium, em Nova York, onde os caras se apresentavam naquela noite, e Pennie logo tratou de focar toda a sua atenção no músico. Não demorou muito tempo e Simonon, irritadaço, espatifou seu baixo – um Fender Precision – no chão, com toda uma fúria quase poética, precisamente captada por Pennie Smith, que fez o clique e saiu correndo, pensando que o músico viria atrás dela.
Apesar da falta de nitidez do registro, Joe Strummer, vocalista da banda, convenceu a fotógrafa sobre a força contida na imagem e de que aquele seria o cartão de visita do próximo álbum do Clash. Assim nascia uma das capas mais icônicas da vertente punk e do rock and roll em geral.
Vale destacar que em 2002 a foto foi eleita como a Melhor Imagem do Rock N´Roll de Todos os Tempos, numa votação da revista inglesa Q.

 

Atualmente Pennie Smith vive e trabalha num estúdio localizado em uma estação ferroviária em West London, comprada e reformada ainda na época em que era estudante. Com um jeito singular de registrar a magia dos palcos, Pennie Smith consegue captar o ser humano por trás do rockstar: “Não fotografo bandas. Eu fotografo pessoas.”

Postado ao som do álbum “Wild Frontier” (1987), Gary Moore.

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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