2017, que ano louco!

2017 está chegando ao fim e nada melhor do que dar aquela relembrada em alguns fatos musicais ocorridos no decorrer desse ano que foi bem movimentado. Grandes shows internacionais, acontecimentos surpreendentes, perdas irreparáveis…

Teve baixista de banda renomada sendo substituído por um menino de 12 anos nos shows feitos por aqui.  O pequeno Tye Trujillo, filho de ninguém menos que Robert Trujillo (Metallica) foi convidado para substituir o baixista do Korn, Reginald “Fieldy” Arvizu, nos shows que a banda fez pela América do Sul (isso inclui Brasil). O moleque detonou nas apresentações e arrancou elogios de Fieldy.

Teve Ozzy Osbourne cantando Bark At The Moon durante um eclipse solar no festival Moonstock em Cartersville, (EUA), proporcionando um momento singular pra quem estava presente e pra quem viu alguns dos muitos vídeos feitos pela galera sortuda que conferiu tudo ao vivo e a cores.

Teve Luan Santana metaleiro tocando (bem mal, diga-se de passagem) com o Edu Ardanuy e deixando todo mundo surpreso. Dias depois foi revelado que tudo não passou de pura jogada de marketing (péeeeessima por sinal) pra promover um chocolate.

Teve banda cancelando participação em festival quase nos 45 do segundo tempo. O Lynyrd Skynyrd era nome confirmado no festival Solid Rock, que passou pela América do Sul, incluindo Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro e que também tinha em seu line up o Tesla e o Deep Purple. Conheço pessoas que compraram o ingresso só pra ver o Lynyrd que praticamente em cima do show acabou cancelando a participação por problemas de saúde da filha de Johnny Van Zant, vocalista da banda. No lugar, os caras do Cheap Trick deram conta do recado.

Também não posso deixar de falar das perdas. Infelizmente o mundo da música perdeu muito em 2017. Acidentes, doenças e suicídios deixaram os apaixonados por música um pouco mais órfãos. O acidente com a banda Adrenaline Mob que resultou nas mortes do baixista David Z e da tour manager Jane Train abalou o heavy metal. Nomes como John Wetton (Asia), Chuck Berry, Kid Vinil, Gregg Allman, Tom Petty, Fats Domino, George Young, Malcolm Young (AC/DC) e mais recentemente Warrel Dane (Nevermore), se despediram dos holofotes e deixaram um legado incontestável para a música. Mas talvez as mortes de Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave) e Chester Bennington (Linkin Park) tenham causado maior comoção por se tratar de dois músicos que por sofrerem de forte depressão acabaram se suicidando.

Mas, deixando de lado os momentos tristes, uma das coisas mais positivas de 2017 foram os grandes shows que aconteceram por aqui. Uma enxurrada de festivais e atrações internacionais (COM INGRESSOS CAROS PRA DEDÉU) invadiu nossa terrinha e proporcionou inúmeros momentos inesquecíveis. Teve para todos os gostos. Do som porradaria do Slayer ao hardão do Europe, passando pelo classic rock do The Who (quem imaginaria que eles viriam pra cá né?) e pelo pop funkeado de Bruno Mars. E não foi só isso! Por solos brasileiros ainda passaram Metallica, Ghost, Bad Religion, U2, Arcade Fire, Duran Duran, Helloween, King Diamond, Mr Big, Megadeth, Red Hot Chilli Peppers, Richie Kotzen, Deep Purple, Joe Satriani, Cheap Trick, John Mayer, Noel Gallagher, Guns and Roses, The Offspring, Coldplay, The XX, Bon Jovi, Tears For Fears, Def Leppard, Aerosmith, Sting, The Cult, Paul McCartney… Cansei! Mais fácil citar as bandas que não estiveram por aqui…

Em 2017 aconteceu tanta coisa relacionada à música que seria impossível reproduzir tudo num único post. Sempre vai ficar faltando falar de alguém que se foi, de um acontecimento, show ou banda que não foi citado. Mas o intuito deste humilde texto foi fazer uma breve retrospectiva de um ano tão louco que trouxe tanto coisas boas como ruins.

Pra 2018 eu (e eu sei que você também) desejo que todas as coisas positivamente loucas e surpreendentemente boas que aconteceram em 2017 venham em dobro e que os momentos tristes desse ano que já está quase fazendo hora extra, fiquem apenas na memória.

Feliz 2018, meu querido leitor!

 

Postado ao som do álbum “Shade” (2017), Living Colour.

 

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Estudante de jornalismo, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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