In the Court of the Crimson King: 50 anos de uma verdadeira obra-prima

Um dos discos mais expressivos e importantes do rock progressivo completa meio século hoje. In the Court of the Crimson King é um divisor de águas no gênero e um dos maiores êxitos do King Crimson. A banda inglesa, formada no mesmo ano do nascimento de seu bem fadado álbum – 1969 – não imaginava que seu disco debut seria tão bem aceito e se tornaria uma das maiores influências dentro do estilo prog.

A capa por si só já é uma verdadeira obra de arte. Feita pelo programador Barry Godber – morto de ataque cardíaco, um pouco depois do lançamento do álbum – ela transmite toda a proposta que a banda desejou passar através das músicas. “Se você cobrir o rosto sorridente, os olhos revelam uma tristeza incrível. O que se pode acrescentar? Ele reflete a música”, explicou o guitarrista da banda, Robert Fripp à época do lançamento do álbum.

A versão original e mais clássica do disco conta com 5 faixas bem produzidas e elaboradas, num misto muito bem sucedido (e quase mágico, tamanha perfeição), de letras complexas e poéticas aliadas à um instrumental afiado que viaja entre o jazz e o heavy metal. 21st Century Schizoid Man que abre o trabalho é um bom exemplo disso, enquanto a faixa seguinte, I Talk to the Wind, traz uma flauta doce que mais parece cantar junto à Greg Lake. Quebrando a “magia” da canção anterior, Epitaph chega carregada de uma bela melancolia sonora que combina magistralmente letra e instrumental lúgubre: a partir dos 5 minutos a canção se torna ainda mais incrível.

 

Dando continuidade à viagem é a vez de Moonchild (Including The Dream And The Illusion), faixa mais experimental do disco, com pouco vocal e maior destaque às habilidades musicais do quinteto, que aproveita os 12 minutos da canção para improvisar ao melhor estilo progressivo. Finalmente a mais bela do disco, a faixa título The Court of the Crimson King fecha de maneira graciosa este trabalho único. A canção, de melodia e sonoridade perfeitas, traz um misto de sensações a quem a escuta de maneira mais apurada: a triste beleza da música, o alcance da plenitude.

Não existe nada mais belo que The Court of the Crimson King, que fecha este que não é apenas um disco e sim uma obra-prima atemporal que merece ser apreciada e reverenciada faixa a faixa.

 

In the Court of the Crimson King – (1969)

Tracklist:

1.”21st Century Schizoid Man”

2.”I Talk to the Wind”

3.”Epitaph”

4.”Moonchild”

5.”The Court of the Crimson King”

Line Up

Robert Fripp (guitarra)

Ian McDonald (sopros, mellotron, teclados, vocais de apoio)

Greg Lake (baixo, vocal)

Michael Giles (bateria, percussão, vocais de apoio)

Peter Sinfield (letras e iluminação)

Postado originalmente no blog TRMB.

 

Postado ao som do próprio In the Court of the Crimson King, (1969), King Crimson.

 

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Jornalista por formação, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
Esse post foi publicado em Álbuns, Música e marcado , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para In the Court of the Crimson King: 50 anos de uma verdadeira obra-prima

  1. Edgar disse:

    Esse é o meu disco de Prog/rock preferido. Nada se compara a King Crimson.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s