Os 10 melhores álbuns de 2019

Mais um ano chegando ao fim e mais uma lista de melhores álbuns (já é a 7ª feita pelo blog!) saindo fresquinha do forno. E como sempre diversos estilos misturam-se, afinal, boa música existe em todas as vertentes né não? Então sente-se , fique bem a vontade e confira os 10 melhores discos lançados em 2019 de acordo com este humilde blog!

Ave Sangria – “Vendavais”: A banda pernambucana Ave Sangria conseguiu um feito que poucas bandas conseguem: lançar seu segundo álbum após um hiato de 45 anos! E conseguiu mais: lançar um álbum tão magnífico quanto o primeiro. Assim é Vendavais. Com letras bem atuais (vale lembrar que as composições deste disco foram feitas entre os anos de 1969-1974), mistura singular dos elementos da música nordestina com o rock psicodélico e autêntico e claro, muito talento. Entre os destaques deste brilhante trabalho estão as faixas “O Poeta”, “Vendavais”, “Dia a Dia”, “Sundae” e a instrumental “Em Órbita”.

Rammstein – “Rammstein” (ou “Untitled”): Depois de quase 10 anos sem lançar um disco de inéditas, o Rammstein resolveu presentear seus fãs com um grandioso e honesto álbum. O sétimo trabalho da banda é uma espécie de mescla de tudo de melhor que os caras fizeram em seus antecessores. Regado a muitos riffs poderosos, sintetizadores pesados, letras ousadas que sabem tocar na ferida e muito metal industrial, o Rammstein entrega um disco com sua mais pura essência. As faixas “Deutschland”, “Radio”, “Ausländer”, Sex, “Was ich liebe” e “Tattoo” merecem audições repetidas.

Whitesnake – “Flesh & Blood”: Há 8 anos sem lançar um álbum de inéditas, o Whitesnake  nos traz o interessante “Flesh & Blood”, disquinho feito no capricho com toda uma atmosfera de rock de arena e muita pegada hard. Solos instigantes e riffs potentes complementam-se com a interpretação experiente de David Coverdale que mesmo com a idade e suas intempéries, ainda segura muito bem, obrigado, os vocais. Os destaques ficam por conta das faixas “Good to See You Again”, “Shut Up & Kiss Me”, “Hey You (You Make Me Rock)”, “Trouble Is Your Middle Name”, “Flesh & Blood”, Get Up e “Sands of Time”.

Stevie D e Corey Glover –“Torn From The Pages”: “Torn From The Pages” é o resultado muito bem sucedido de um projeto do músico Corey Glover (Living Color) com o guitarrista e produtor Stevie D, que já trabalhou com nomes de peso como Carmine & Vinny Appice, por exemplo. O registro traz em suas 13 faixas muito Classic e Hard Rock com pitadas de AOR e influências notáveis de Blues e Jazz. Tudo numa pegada extremamente moderna e saborosa de se ouvir. Com melodias crescentes e equilibradas e o vocal cheio de alma e emoção de Glover, Torn From The Pages é um belíssimo registro, daqueles que te pegam de jeito e não te soltam até tocar a última nota. As faixas  “Your Time Has Run Out”, “Final Resting Place”, “Strung Out”, “Now or Never”, “Soul to Stone” e a instrumental “Face Plant” são simplesmente fantásticas!

Sammy Hagar & The Circle – “Space Between”:  Com um line up estelar que conta com o baixista Michael Anthony (Van Halen, Chickenfoot), o baterista Jason Bonham (Bonham, Black Country Communion) e o guitarrista Vic Johnson (Sammy Hagar and the Waboritas), Sammy Hagar – que dispensa apresentações – lançou seu “Space Between” no primeiro semestre deste ano. Conceitual, e tendo grande parte de suas composições feitas por Hagar, o disco fala sobre dinheiro, ganância, iluminismo e verdade. Pode não agradar a todos, mas Space Between é um trabalho limpo, honesto e generoso, que apresenta visíveis oportunidades para todos os músicos brilharem. Os destaques ficam a cargo das faixas  “Free Man”, “Trust Fund Baby”,  “Affirmation” e “Hey Hey (Without Greed)”.

Lindemann –“F&M”: Mais um ótimo álbum do projeto de Till Lindemann (Rammstein) com o multi-instrumentista sueco Peter Tägtgren (PAIN, Hypocrisy), só que desta vez todo cantado em alemão – diferente de seu antecessor Skills In Pills de 2015, cantado em inglês. “F&M” traz 13 faixas em sua versão Deluxe que passeiam por toda a “criativa” excentricidade dos dois músicos, em especial Lindemann, (basta se atentar a sua interpretação singular). As faixas “Steh auf”, “Ich Weiß Es Nicht”, “Allesfresser”, “Knebel”, “Frau & Mann”e “Platz Eins” merecem audição em volume máximo.

Soren Andersen – “Guilty Pleasures”: Guitarrista, compositor e produtor, Soren Andersen já trabalhou com muita gente boa. Joe Lynn Turner (ex-Rainbow, Deep Purple, Yngwie Malmsteen), Tommy Aldridge (Whitesnake), Glenn Hughes (ex-Deep Purple, Black Sabbath, Trapeze) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), são alguns nomes, tendo estes dois últimos participado de “Guilty Pleasures”, álbum lançado recentemente, cheio de qualidade e muito peso. 100% instrumental pode não agradar ao grande público, mas conquista àqueles que lhe derem uma chance, como esta que vos escreve. Sonzera limpa, robusta, elegante e visceral! Ouça com atenção as maravilhosas faixas “City Of Angels”, “Agent Wells”, “The Kid”, “Skybar”, “Bad Weather”, “Bird Feeder” (esta com as participações de Hughes e Smith) e “Bipolar”.

Liam Gallagher – “Why Me? Why Not.”: Com um título que faz referência a dois desenhos de John Lennon, o segundo álbum solo de Liam Gallagher se mostra bem coeso e mantém a regularidade em suas 14 faixas (na versão deluxe) trazendo um som conciso e limpo, com vocais mais emocionais e melódicos. Mesmo não sendo um ás da composição – como o próprio mesmo já andou declarando – não foi difícil recrutar excelentes compositores para a empreitada. O resultado você confere no bem fadado “Why Me? Why Not.”, carregado de certo virtuosismo que só o rock inglês sabe produzir. Atente-se as faixas “Shockwave”, “Once”, “Now That I´ve Found You”, “Halo”, “Why Me? Why Not”, “Be Still”, “Alright Now”, “The River” e “Glimmer”.

Black Keys – “Let´s Rock”: Quase cinco anos depois de “Turn Blue” o duo americano The Black Keys volta à ativa com o cativante “Let´s Rock”. Com produção dos próprios, o disco abusa dos riffs de guitarra, aliás, ele é todo focado em guitarra, batera e vocal, mantendo boa regularidade entre as 12 faixas. Mesmo não se inovando, o 9º trabalho de Dan Auerbach e Patrick Carney não decepciona. Traz a essência do rock de maneira básica e sólida com toques de um pop irresistivelmente delicioso. As faixas “Shine A Little Light”, “Eagle Birds”, “Get Yourself Together”, “Go”, “Breaking Down” e “Fire Walk With Me” são um bom exemplo disso.

Bastille – “Doom Days”: Conceitual, o 3º álbum da banda britânica Bastille discorre sobre o período de uma só noite em que uma “festa apocalíptica” acontece. Se liricamente “Doom Days” discorre num linguagem quase poética sobre as dúvidas, incertezas e inseguranças dos jovens em meio ao caos dos dias atuais, melodicamente ele traz em suas 11 faixas uma batida vigorosa em que guitarra e bateria passeiam entre o rock, pop e eletrônico numa proposta indie arrebatadora. Entre os destaques, as faixas “Quarter Past Midnight”, “Bad Decisions”, “Divide”, “Doom Days”, “Nocturnal Creatures” e “Joy”.

 

Postado ao som do album “Flesh & Blood”(2019), Whitesnake.

 

Sobre rosegomes

Rose,Tia Rose, Desert Rose ou só Desert, como quiser. Jornalista por formação, amante de boa música e boa bebida. Traz no currículo a pretensão de ser um Fábio Massari de saias. Contato: cademeuwhiskey@gmail.com
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2 respostas para Os 10 melhores álbuns de 2019

  1. Mário, não do jogo disse:

    Tia Rose, seu blog é foda! hahahaha. Vou ouvir todas as indicações chapando umzinho.

    E te deixo uma indicação: In the Court of the Crimson King – King Crimson

    Curtido por 1 pessoa

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